AGRONEGÓCIO

Produtores projetam margens apertadas e custos elevados para a safra 2025/26

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O produtor rural brasileiro terá uma temporada marcada por grandes desafios na safra 2025/26, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), divulgado nesta quinta-feira (16.10). As estimativas apontam para um cenário de rentabilidade significativamente menor, tanto na soja quanto no milho, pressionando orçamentos e podendo reorganizar o perfil produtivo nacional.

A expectativa é de queda de 36,7% nesta margem para a soja e de 92,2% para o milho em comparação à safra passada. O principal fator é o aumento persistente dos custos, especialmente insumos como fertilizantes, cuja alta chega a 20%, enquanto os preços dos grãos permanecem praticamente estáveis. A margem bruta do produtor de soja deve cair para R$ 1.445 por hectare e pode virar prejuízo se forem considerados gastos com arrendamento, juros e depreciação, resultando em recuo para -R$ 1.235 por hectare.

No milho, o quadro é agravado por uma expectativa de produtividade menor – a colheita média projetada para 2025/26 fica em 95 sacas por hectare, contra cerca de 114 sacas do ciclo anterior. O custo operacional cai 5,9%, mas a margem bruta afunda de R$ 1.010 para apenas R$ 79 por hectare. Incluindo despesas financeiras e de uso de terra, o prejuízo pode bater em quase R$ 1.900 por hectare.

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O relatório do Cepea-Esalq/USP mostra que a capacidade de investimento do produtor diminuiu, limitando espaço para expansão ou modernização no campo. Enquanto quem tem terra própria e baixa exposição a dívidas ainda pode equilibrar contas, produtores arrendatários e aqueles carregando financiamentos antigos enfrentam restrições severas, com impacto direto na saúde financeira das fazendas.

Além dos custos e preços, há alerta para riscos climáticos, inadimplência crescente em várias praças e concentração produtiva. Para garantir rentabilidade mínima, será preciso colher acima da média dos últimos ciclos e negociar preços melhores, cenário que demanda eficiência na gestão e atenção rigorosa ao planejamento.

A pesquisa reforça que, embora as estimativas de produção nacional para soja e milho sigam robustas, o produtor deve se preparar para margens apertadas e escolhas cuidadosas, com perfil de risco maior para quem opera em áreas arrendadas ou tem altos custos financeiros. O ambiente da temporada exige resiliência e estratégia para atravessar um ciclo de rentabilidade comprimida.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

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O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

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A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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