AGRONEGÓCIO

Projeto Jaíba transforma produção de frutas no norte de Minas Gerais

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Uma verdadeira transformação está ocorrendo no Norte de Minas Gerais com o Projeto Jaíba. Desde sua implementação na década de 1970, essa iniciativa tem mudado radicalmente a paisagem agrícola da região, impulsionando não apenas a produção de frutas, mas também o desenvolvimento socioeconômico local.

A região, antes conhecida principalmente pela agricultura de subsistência, agora se destaca como um dos principais produtores de bananas do país, de acordo com dados da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte). Esse crescimento na produção não apenas diversificou a economia local, mas também gerou mais de 45 mil empregos diretos e indiretos, beneficiando as comunidades locais.

O Projeto Jaíba, concebido como uma iniciativa para promover o desenvolvimento agrícola, trouxe consigo uma série de mudanças significativas. A implementação de infraestrutura de irrigação em larga escala foi uma das inovações mais marcantes, permitindo o cultivo de frutas durante todo o ano, mesmo em uma região naturalmente árida. Além disso, houve um esforço para diversificar as culturas cultivadas, introduzindo culturas de alto valor agregado, como uvas, mangas e limões.

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Essa iniciativa também promoveu parcerias entre o setor público e o privado, incentivando a instalação de empresas agroindustriais e exportadoras na região. Com isso, não apenas a economia local foi impulsionada, mas também houve um impacto positivo na qualidade de vida das comunidades, com investimentos em serviços públicos essenciais, como educação e saúde.

O Projeto Jaíba representa não apenas uma revolução na fruticultura do Norte de Minas Gerais, mas também um exemplo inspirador de desenvolvimento sustentável para outras regiões rurais em busca de crescimento e prosperidade.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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