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Putin promete que autoridades russas trabalharão para desbloquear exportações russas de fertilizantes

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O presidente Vladimir Putin afirmou nesta quarta-feira (23), que as autoridades russas irão trabalhar para desbloquear fertilizantes russos presos em portos europeus e retomar as exportações de amônia através de um oleoduto por meio da Ucrânia. 

Após uma reunião com o empresário russo Dmitry Mazepin, Putin afirmou que a Rússia está pronta para expandir os seus embarques de fertilizantes. 

Retido nos portos europeus existem aproximadamente 262.000 toneladas de fertilizantes da Uralchem retidas em portos da Estônia, Letônia, Bélgica e Holanda, disse ele. Outros produtores, Acron e Eurochem, têm 52.000 toneladas e quase 100.000 toneladas de seus fertilizantes presos na Europa, respectivamente.

Os fertilizantes estão retidos devido às sanções da União Europeia aos ex-proprietários das empresas, incluindo a Mazepin. 

Em relação a amônia, usada em fertilizantes, a mesma não fazia parte da renovação do acordo do Mar Negro que permite embarque de grãos da Ucrânia. Contudo, a Mazepin pediu a Putin ajuda com a retomada das exportações russa do produto por meio de um oleoduto que ússia até o Mar Negro, atravessando a Ucrânia.

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As Nações Unidas estão otimistas que a Rússia e a Ucrânia possam chegar a um acordo sobre os termos do oleoduto.

“Esperávamos que, quando houvesse uma continuação do acordo de grãos, que foi feito recentemente, essa questão também fosse resolvida. Mas gostaria de informar a vocês que o lado ucraniano apresenta uma série de questões políticas que estão fora de nossa competência”, disse Mazepin.

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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