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Regularidade no uso do solo avança e supera média nacional no Matopiba

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O Tocantins aparece como destaque nacional em regularidade ambiental justamente no momento em que o desmatamento perde ritmo no país. Em 2024, o Brasil registrou queda de 32,4% na área desmatada, somando 1,24 milhão de hectares, segundo o 6º Relatório Anual do Desmatamento (RAD), do MapBiomas Alerta.

Dentro desse cenário de desaceleração, o diferencial do Tocantins não está no volume desmatado, mas na forma como a abertura de áreas ocorre. Entre 2019 e 2024, 59,6% do desmatamento no Estado foi realizado com autorização legal, mais que o dobro da média nacional, de 23,5%.

A leitura dos dados exige cautela. O próprio sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostra que nem todo alerta indica irregularidade. Entre janeiro e março de 2026, apenas 18,4% dos alertas no Estado apresentaram indícios de ilegalidade, enquanto o restante inclui áreas autorizadas, cicatrizes de fogo ou registros descartados após análise técnica.

O principal problema ambiental hoje não está na abertura de áreas, mas no fogo. Em 2025, o Tocantins registrou cerca de 29,5 mil hectares de desmatamento ilegal, frente a 1,57 milhão de hectares atingidos por queimadas ilegais — uma área 53 vezes maior.

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O impacto recai diretamente sobre o produtor. Incêndios reduzem a capacidade de recuperação das pastagens, elevam o custo de reposição e comprometem a produtividade, além de afetar logística e infraestrutura rural.

Diante desse cenário, o Estado ampliou os investimentos em prevenção e combate. O orçamento para 2026 chega a R$ 26 milhões, alta de 52% sobre os R$ 17,1 milhões aplicados em 2025. Os resultados já começam a aparecer. A área queimada caiu de 2,77 milhões de hectares em 2024 para 1,83 milhão em 2025, redução de 34%, segundo dados apresentados pelo governo estadual.

No conjunto, o Tocantins avança na regularidade da produção em um momento de maior cobrança por rastreabilidade ambiental, mas ainda enfrenta no fogo o principal risco para o sistema produtivo, um problema que, mais do que ambiental, já se traduz em custo dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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