AGRONEGÓCIO

Renda do agronegócio brasileiro deve atingir R$ 1 trilhão em 2023

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A renda agropecuária brasileira atingirá um marco de R$ 1 trilhão, destacando-se os R$ 647 bilhões provenientes do setor agrícola e mais de R$ 350 bilhões oriundos da pecuária. Esses números refletem a notável safra recorde de grãos e o aumento das exportações, reforçando a importância do agronegócio como pilar da economia do país.

O sucesso da agropecuária brasileira está intrinsecamente ligado à disponibilidade de recursos hídricos e solos propícios para pastagens. No entanto, especialistas alertam para as mudanças climáticas, que podem acarretar em escassez hídrica e impactar negativamente o setor.

A água desempenha um papel crucial na produção de bovinos, afetando diretamente sua saúde e, consequentemente, a qualidade da carne e do leite. Nesse contexto, a PWTech, uma startup reconhecida pela ONU por suas soluções humanitárias no acesso à água potável, enfatiza a necessidade de garantir a sustentabilidade hídrica na produção de bovinos.

Embora a pecuária no Brasil tenha se beneficiado da disponibilidade de água e solos adequados para pastagens, é fundamental adotar práticas sustentáveis que preservem os recursos hídricos. A água desempenha um papel vital no organismo dos animais, influenciando seu metabolismo, digestão, transporte de nutrientes e resíduos, entre outros processos essenciais.

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A oferta adequada de água desde os primeiros dias de vida dos animais é crucial, pois qualquer atraso pode afetar suas necessidades hídricas e funções metabólicas. O consumo de água pelos ruminantes varia de acordo com diversos fatores, incluindo idade, estágio fisiológico, temperatura ambiente, alimentação e qualidade da água.

A qualidade da água é determinante, afetando o consumo e a aceitação pelos animais. É essencial que a água fornecida aos animais atenda aos padrões de qualidade equivalentes aos destinados ao consumo humano, conforme a Resolução CONAMA 357/2005. Algumas fontes de água, como açudes e lagoas, apresentam maior risco de contaminação e podem prejudicar a saúde e o desempenho do rebanho.

Portanto, garantir a qualidade e disponibilidade de água para a pecuária é essencial não apenas para a saúde dos animais, mas também para a qualidade dos produtos e a sustentabilidade ambiental da produção agropecuária brasileira. A gestão responsável dos recursos hídricos é fundamental para enfrentar os desafios futuros e manter o sucesso do setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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