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Safra da uva pode ter quebra de até 40% em algumas regiões

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A colheita da uva no Brasil está sendo marcada por desafios e alterações nos preços em diferentes regiões produtivas, de acordo com relatórios de campo. Na região de Caxias do Sul, por exemplo, apesar de um avanço significativo na colheita, graças a um clima propício, preocupações surgem. Um dos problemas enfrentados é a desidratação dos frutos, particularmente nas uvas da variedade Bordô, devido à insuficiente proteção contra a exposição solar.

A Secretaria de Agricultura de Caxias do Sul estima que a diminuição da produção deste ano deve superar a da safra de 2015/2016, quando a geada tardia ocasionou uma quebra de quase 40%.

Além disso, a carência de mão de obra está levando os viticultores a buscar soluções como a adoção da colheita mecanizada e a organização de coletas comunitárias. Dados da Emater apontam que a safra deve ser 40% menor que em 2023 na Serra gaúcha. Ou seja, das 840 mil toneladas esperadas, apenas 505 mil devem ser colhidas. Um prejuízo estimado em R$ 700 milhões. A região é responsável por 90% da produção do Rio Grande do Sul, com 40 mil hectares plantados.

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Erechim, os produtores reportam uma qualidade de fruto inferior ao esperado. A produção média situa-se em 8 toneladas por hectare, com o preço ao produtor girando em torno de R$ 5,00 por quilo.

No entorno de Lajeado, a fase de colheita está perto do fim na maior parte dos distritos. Contudo, a incidência de doenças fúngicas, como o míldio, tem comprometido a produção, ocasionando uma ampla variação nos preços, que oscilam entre R$ 2,50 e R$ 15,00 por quilo, a depender da qualidade e da variedade das uvas.

Por fim, em Passo Fundo, a colheita enfrenta obstáculos decorrentes do excesso de chuva no período de crescimento das videiras, o que favoreceu o aparecimento de doenças e afetou a quantidade esperada de produção. Os agricultores estão reforçando os cuidados fitossanitários em resposta a esses contratempos.

Fonte: Pensar Agro

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Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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