AGRONEGÓCIO

Tecnoshow de Rio Verde chega prevendo superar R$ 10 bilhões em negócios

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A Tecnoshow, organizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), chega à edição de 2026 em um momento de forte demanda por tecnologia no campo, com expectativa de movimentar cerca de R$ 10 bilhões em negócios e reunir quase 700 expositores em Rio Verde, a cerca de 220 quilômetros de Goiânia.

Entre os dias 6 e 10 de abril, o evento será realizado no Centro Tecnológico Comigo (CTC), área de 130 hectares dedicada à pesquisa agropecuária. É nesse espaço que empresas e instituições apresentam soluções em condições reais de produção, em um modelo que aproxima o desenvolvimento tecnológico da rotina do produtor.

A base dessa estrutura vem de um histórico de investimentos em pesquisa. A cooperativa mantém parcerias desde a década de 1980 com instituições como a Embrapa e universidades, o que sustenta o perfil técnico da feira e explica sua expansão ao longo dos anos.

Os números ajudam a dimensionar o evento. Em 2025, a Tecnoshow reuniu 695 expositores, atraiu cerca de 140 mil visitantes e colocou em exposição mais de 3 mil máquinas e equipamentos. A programação incluiu mais de 100 palestras técnicas, com público superior a 7 mil pessoas, além de gerar aproximadamente 12,8 mil empregos diretos e indiretos durante a realização. O resultado: mais de R$ 9, 24 bilhões em negócios realizados.

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Mais do que vitrine, a feira funciona como termômetro do agronegócio. A presença de fabricantes de máquinas, empresas de insumos, tecnologia e crédito reflete o nível de investimento do produtor e o avanço da tecnificação, especialmente no Centro-Oeste, região que concentra parte relevante da produção de grãos do País.

A trajetória do evento acompanha a evolução da própria cooperativa. Após iniciativas voltadas à pesquisa nos anos 1990, a COMIGO estruturou o CTC no início dos anos 2000, consolidando uma base permanente de experimentação. A partir daí, a feira ganhou escala e passou a integrar o calendário nacional do agronegócio.

Em um cenário de custos elevados e maior exigência por produtividade, a tendência é de que eventos desse porte ampliem seu papel. A adoção de tecnologia, cada vez mais ligada à eficiência e à gestão de risco, tem sido um dos principais fatores para sustentar a competitividade do agro brasileiro, e é esse movimento que a Tecnoshow procura capturar.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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