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Tocantins promove Rota da Fruticultura reunindo produtores, técnicos e pesquisadores

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Nesta quinta-feira (05.09) a expedição da 1ª Rota da Fruticultura, promovida pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro) e da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), chega ao município de Itapiratins (300 km da capital, Palmas). A iniciativa tem como objetivo apresentar as diversas tecnologias e práticas de produção de frutas adotadas no estado.

Na quarta-feira, o grupo visitou a Chácara Dona Lurdes, em Miracema do Tocantins, onde puderam conhecer de perto o cultivo do maracujá. O gerente de Agricultura da Seagro, Francisco Alves Lima, destacou a importância dessas visitas para o compartilhamento de conhecimentos entre produtores, técnicos e pesquisadores. “Estamos trocando experiências valiosas sobre as tecnologias de produção de frutas e aprendendo diretamente com os produtores locais”, afirmou.

José Severino Resende, proprietário da Chácara Dona Lurdes, compartilhou os resultados da sua produção de maracujá, que começou há cerca de dez anos. “Temos 500 mil pés em uma área e mil pés em outra. A colheita semanal de 180 pés abastece os mercados de Miracema, Miranorte e Palmas”, explicou Resende, ressaltando a rentabilidade da cultura.

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A Rota da Fruticultura tem sido uma oportunidade para valorizar a agricultura familiar e incentivar a produção de frutas como abacaxi, banana, cacau, citros, manga, maracujá e melancia. Além disso, o projeto busca fomentar o desenvolvimento econômico no Tocantins, gerando emprego e renda para pequenos, médios e grandes produtores do estado.

As visitas continuam ao longo da semana, fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos e tecnologias que beneficiam toda a cadeia produtiva da fruticultura no Tocantins.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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