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VBP chega a R$ 1,406 trilhão em 2025, com alta de 11,3%

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) brasileiro, indicador que estima a receita bruta da produção agrícola e pecuária, atingiu R$ 1,406 trilhão em agosto de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura nesta quinta-feira (24.09). O resultado representa um crescimento de 11,3% em relação a 2024, refletindo o desempenho positivo de diversas culturas e atividades pecuárias.

No setor de lavouras, o VBP deve encerrar o ano em R$ 928,07 bilhões, um aumento de 10,8% sobre os R$ 837,52 bilhões do ano anterior. Entre os produtos que mais se destacaram, estão o café, que teve alta de 47,2%, o amendoim, com 43%, a mamona (38%), o milho (11,7%), a soja (8,8%) e o algodão (8,4%).

Por outro lado, algumas culturas registraram queda: batata-inglesa (-61,1%), laranja (-17,9%), feijão (-15,9%), arroz (-10,2%), banana (-3,5%) e cana-de-açúcar (-1,3%). Em termos de valor absoluto, a soja lidera com R$ 322,1 bilhões, seguida pelo milho com R$ 164 bilhões, cana-de-açúcar R$ 117,9 bilhões, café R$ 115,2 bilhões e algodão R$ 36,6 bilhões, representando juntos 53,8% do total do VBP das lavouras.

No segmento pecuário, o VBP também apresentou crescimento, alcançando R$ 478,08 bilhões, ante R$ 425,77 bilhões em 2024, uma alta de 12,3%. Os produtos que mais contribuíram para esse aumento foram bovinos, com 20,5%, suínos (9,6%), ovos (14,1%), leite (5,2%) e frango (4,7%). Em valores absolutos, a bovinocultura responde por R$ 204,1 bilhões, a avicultura por R$ 111 bilhões e o leite por R$ 71,5 bilhões, sendo que a bovinocultura representa 14,5% do total do VBP nacional.

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O levantamento do Ministério da Agricultura também evidencia a dinâmica regional da agropecuária brasileira. Mato Grosso se destaca como o estado com maior participação, respondendo por 15,7% do VBP nacional, equivalente a R$ 221,3 bilhões, com destaque para soja, milho, algodão e bovinos, que juntos representam 93% do VBP estadual. Minas Gerais vem em seguida, com 12% do total nacional (R$ 168,3 bilhões), impulsionado pelo café, soja e leite, que concentram 57% da produção estadual. São Paulo participa com 11,3% (R$ 159 bilhões), sendo a cana-de-açúcar, o café e a laranja responsáveis por 63,6% desse valor. O Paraná completa o grupo dos quatro principais estados, com 11,2% do VBP nacional (R$ 157,4 bilhões), tendo milho, soja e frango como principais produtos, totalizando 63,5% do VBP estadual.

Dados em separado:

Entre os produtos com maior crescimento em relação ao ano anterior estão:

  • Amendoim: +43%

  • Café: +47,2%

  • Soja: +8,8%

  • Milho: +11,7%

  • Mamona: +38%

  • Algodão: +8,4%

Por outro lado, algumas culturas registraram queda significativa:

  • Batata-inglesa: -61,1%

  • Laranja: -17,9%

  • Feijão: -15,9%

  • Arroz: -10,2%

  • Banana: -3,5%

  • Cana-de-açúcar: -1,3%

Em termos de valor absoluto, os cinco produtos com maior participação no VBP das lavouras são:

  1. Soja: R$ 322,1 bilhões

  2. Milho: R$ 164 bilhões

  3. Cana-de-açúcar: R$ 117,9 bilhões

  4. Café: R$ 115,2 bilhões

  5. Algodão: R$ 36,6 bilhões

Esses cinco itens correspondem a 53,8% do total do VBP das lavouras, evidenciando a concentração de receita em poucas commodities-chave.

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Pecuária: crescimento em bovinos e ovos

Os cinco produtos que mais se destacaram em crescimento foram:

  • Bovinos: +20,5%

  • Frango: +4,7%

  • Leite: +5,2%

  • Suínos: +9,6%

  • Ovos: +14,1%

Quanto aos valores absolutos da produção, os maiores destaques foram:

  • Bovinocultura: R$ 204,1 bilhões (14,5% do VBP total)

  • Avicultura (frango): R$ 111 bilhões

  • Leite: R$ 71,5 bilhões

Participação dos estados

O VBP também mostra a força econômica regional da agropecuária. Os estados com maior participação no total do VBP são:

  1. Mato Grosso: 15,7%, R$ 221,3 bilhões

  2. Minas Gerais: 12%, R$ 168,3 bilhões

  3. São Paulo: 11,3%, R$ 159 bilhões

  4. Paraná: 11,2%, R$ 157,4 bilhões

Analisando os produtos mais relevantes por estado:

  • Mato Grosso: soja, milho, algodão e bovinos representam 93% do total do VBP estadual.

  • Minas Gerais: café, soja e leite concentram 57% do VBP de R$ 168,3 bilhões.

  • São Paulo: cana-de-açúcar, café e laranja somam 63,6% do total de R$ 159 bilhões.

  • Paraná: milho, soja e frango correspondem a 63,5% do total de R$ 157,4 bilhões.

QUE É: O Valor Bruto da Produção Agropecuária é um indicador essencial para compreender a rentabilidade e a relevância econômica das diferentes culturas e atividades pecuárias, além de orientar políticas públicas e decisões de investimento no setor. Ao combinar a quantidade produzida com os preços médios de comercialização, o VBP permite identificar quais produtos e regiões têm maior impacto econômico, oferecendo uma visão clara do desempenho do agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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