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Aluna de Cuiabá vence prêmio de melhor atriz em festival estadual de teatro

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A estudante de Cuiabá Rafaela Ribeiro Marques, matriculada no 3º ano da EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) Silva Freire, venceu na sexta-feira (3), o prêmio de melhor atriz infantil na 20ª Edição do Festival Estudantil Temático de Teatro para o Trânsito (Fetran).

Com nota 9.8, a pequena atriz superou a concorrência de alunos de outros municípios mato-grossenses: Várzea Grande, Campo Verde, Querência, Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Alta Floresta, Sinop, Lucas do Rio Verde e Sorriso.

A nota e o desempenho de melhor atriz da pequena Rafaela Ribeiro Marques foi dada pelo júri formado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuantes no setor de educação para o trânsito, servidores do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Mato Grosso e uma convidada de Santa Catarina, e, por artistas renomados das artes cênicas.

Logo após ser premiada, a estudante Ana Rafaela atribuiu à vitória ao apoio incondicional que recebe da avó Benedita Soares da Silva, e também de sua mãe, Fabiane Laura Ribeiro. “Estou aqui graças ao apoio da minha familia, dos meus colegas de sala e também do diretor da escola que sempre me apoiou. E peço aos colegas de teatro: não desista por causa de um resultado. Lute pelos seus sonhos atendendo a vontade do seu coração”, disse.

Representando a Secretaria Municipal de Educação (SME), a diretora de ensino Letícia Ceron, celebrou a conquista da estudante de Cuiabá. “Estamos muito felizes com essa conquista, o que mostra o compromisso da educação pública de descobrir e auxiliar talentos para a arte e a educação, refletindo no futuro do país”, avalia.

O diretor da escola Silva Freire, professor Sérgio Lacerda, não conteve à emoção com a vitória da aluna Rafaela Marques. “Esse projeto começou com um sonho que agora vira realidade. Serve de incentivo aos professores e estudantes. A arte nas escolas tem que ser praticada, vivida e valorizada”.

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O agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), coordenador do projeto Festival Estudantil Temático de Teatro para o Trânsito (Fetran), Eneias Cavalcante da Silva, defende que parcerias com a Prefeitura de Cuiabá se prolongue no tempo para permitir a exibição de crianças talentosas. “A participação das escolas municipais cria um ambiente propício para cada criança desenvolver sua arte. Precisamos apenas de união dos entes federativos para realizar esse evento simplório que traz um ganho expressivo à sociedade em educação, cultura e formação social e humana”.

O encerramento da 20ª Edição do Festival Estudantil Temático de Teatro para o Trânsito (Fetran) ocorreu no Teatro do Sesc Arsenal, em Cuiabá. Antes da premiação, houve a apresentação de diversos grupos culturais, com destaque ao tradicional Flor Ribeirinha.

A peça teatral

Com duração de 20 minutos, a estudante Rafaela Marques interpretou uma criança que morre em uma imprudência no trânsito. A peça foi exibida no Cine Teatro na quarta-feira (1º).

A personagem narra seus últimos momentos de vida antes de seu pai (personagem fictício) avançar o sinal vermelho do semáforo e colidir em outro veículo. Posteriormente, a personagem narra suas frustrações em não cumprir as expectativas que tinha para sua vida brevemente interrompida em um acidente de trânsito.

A peça teatral intitulada “Saber e Não Cumprir Não Salva Vidas, Apaga Futuros, Apressa às Despedidas”, escrita pelo diretor da escola Silva Freire, Sérgio Lacerda, alerta para a conscientização dos adultos no trânsito.

Em determinada cena, a estudante Rafaela Marques emocionou o público ao interpretar que seu pai, na ficção, não se sentisse responsabilizado pelo acidente por conta de comentários divulgados na Internet, abordando assim a ‘cultura do cancelamento’.

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“Nenhum autor de comentário sabe da importância dos seus abraços”, disse.

No roteiro da peça teatral, a pequena atriz Rafaela Marques reforça em suas falas, que a vida de motoristas, pedestres e trânsitos é resultado de uma consciência coletiva de obediência às leis de trânsito.

“Vermelho é cor de limite. Sinal vermelho não é decoração. Saber e não cumprir não salva-vidas. Apaga sonhos, histórias, futuros. Queria ter crescido, amado, vivido. Minha história teria sido mais longa, mas, meu pai, infelizmente decidiu não cumprir”.

Multitalentosa, a estudante Rafaela Marques, durante a apresentação da peça teatral, canta em inglês a canção “Die Wisth a Mile” do astro internacional Bruno Mars.

Orgulho

A avó Benedita Soares da Silva não escondeu a alegria com a vitória da neta. “A Rafaela Marques ama viver, respeita seus colegas de sala de aula, ama a família, mantém suas habilidades em ascensão. Isso me enche de orgulho”.

A mãe da pequena atriz, Fabiane Laura Ribeiro, também, em tom emocionado, exaltou a filha. “É uma vitória individual, mas, de todas as crianças que sonham com um futuro melhor, que sonham com seus projetos. Estou muito feliz”.

#PraCegoVer

A foto ilustra a estudante Rafaela Ribeiro Marques, sorridente, no centro, acompanhada de diversos adultos. Trata-se de servidores da educação da Prefeitura de Cuiabá. Todos estão com sinais de alegria pela conquista da menor em obter o prêmio de melhor atriz infantil na 20ª Edição do Festival Estudantil Temático de Teatro para o Trânsito (Fetran).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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