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Bem-Estar Animal atua em denúncia de maus-tratos com suspeita de zoofilia em Cuiabá

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A Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal de Cuiabá atuou, na segunda-feira (13), em conjunto com a Polícia Militar, o Juizado Volante Ambiental (JUVAM) e demais órgãos envolvidos em uma ocorrência grave de maus-tratos contra uma cadela, registrada no bairro Pedra 90. A ação ocorreu após solicitação da Polícia Militar, com o objetivo de resguardar a integridade do animal e assegurar o atendimento imediato necessário.

Desde a chegada ao local, a equipe municipal prestou suporte à ocorrência, acompanhando a cadela, realizando os encaminhamentos e colaborando com os procedimentos adotados pelas autoridades competentes. A médica veterinária da Anna Selmy, esteve presente no local e participou tecnicamente do atendimento, contribuindo para a avaliação inicial do caso e para os encaminhamentos necessários de proteção ao animal. A vistoria identificou indícios de maus-tratos, manejo inadequado e suspeita de zoofilia relatada por testemunha, além da recomendação de adoção de medidas imediatas para proteção da cadela. Também foi encaminhado um documento formal do caso aos órgãos competentes para investigação formal e resguardo do animal.

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Ainda conforme o relatório, a avaliação técnica concluiu que o animal se encontrava em condição incompatível com os princípios de bem-estar animal, com risco imediato parcial à sua integridade, motivo pelo qual foram adotadas providências administrativas e o encaminhamento para atendimento veterinário, além da comunicação às autoridades responsáveis pela apuração criminal e pericial.

A cadela foi imediatamente colocada sob proteção e seguirá recebendo todo o cuidado necessário, com acompanhamento veterinário e suporte da rede de proteção animal do município. Após a conclusão dos procedimentos necessários e quando estiver plenamente apta, será destinada à adoção responsável, para que possa recomeçar em um ambiente seguro, longe de qualquer situação de violência.

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, reforça que atua de forma técnica e integrada nas denúncias de maus-tratos, prestando apoio em campo, avaliação veterinária, encaminhamentos e acolhimento dos animais vítimas de violência. Casos dessa natureza exigem resposta rápida, responsabilidade institucional e cooperação entre diferentes órgãos, sempre com foco principal na proteção da vida e no bem-estar animal.

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A Prefeitura reafirma que nenhuma forma de violência contra animais será tratada com indiferença. Toda denúncia séria deve ser apurada, e todo animal vítima deve receber proteção, cuidado e a oportunidade de um novo começo.

Como denunciar

Denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas pela Polícia Militar, por meio do 190, pela SORP, no canal oficial sorp.cuiaba.mt.gov.br, e também pelos canais oficiais da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, pelo número (65) 99207-4328.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exposição “Pantanal em Mim” reúne arte, memória e reflexão ambiental em Cuiabá

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O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, recebeu neste sábado (8) a abertura da exposição “Pantanal em Mim”, da artista plástica e educadora Adaiele Almeida. A mostra reúne 20 obras inspiradas no Pantanal e segue aberta à visitação até 10 de setembro. A programação de abertura ocorreu das 8h às 17h e reuniu, no espaço histórico, aula de yôga, feira de artesanato e gastronomia.

Natural de Cáceres e criada às margens do Rio Paraguai, Adaiele levou para as telas referências da infância ligada ao rio e a uma família de pescadores. Segundo a artista, praticamente todas as obras guardam lembranças desse período. “Meus pais trabalhavam no Rio Paraguai, então eu sempre estava ali percorrendo juntamente com eles na pesca. Cada obra fala um pouquinho dessa memória”, contou. Sobre a recepção do público, acrescentou: “Muitas pessoas se sentiram conectadas com as obras porque falam um pouquinho da nossa raiz, da nossa essência, carregam um pouco da nossa história”.

A mostra também representa uma nova etapa na trajetória de Adaiele, que já participou de exposições coletivas e realiza agora sua primeira individual. A exposição foi aberta inicialmente em Cáceres antes de chegar à capital. “Eu fiz a primeira abertura em Cáceres, que é o lugar onde eu nasci, não poderia ser diferente, e aí a trouxe para cá para expandir um pouquinho mais para a nossa capital também, para conhecerem os artistas do interior e a arte que está sendo produzida por lá”, afirmou a artista.

Com curadoria de Dayana Trindade, as 20 obras são organizadas a partir da relação afetiva da artista com o território pantaneiro, articulando natureza, memórias de infância e elementos do imaginário. Questões ambientais também aparecem nas pinturas por meio de referências à fumaça e ao lixo. “A escolha da Adaiele para se comunicar é de uma forma lúdica e poética. No entanto, não deixamos de falar e promover aquilo que sentimos”, explicou a curadora. Segundo Dayana, a proposta pode ser entendida como uma “denúncia poética”, que busca provocar reflexão sobre a preservação ambiental sem recorrer a uma abordagem agressiva.

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A dimensão ambiental da mostra também foi percebida pelos visitantes. O policial militar David Winkle destacou o contraste entre a representação da beleza pantaneira e temas como queimadas e poluição. “Conseguimos perceber a beleza contrastada com uma crítica muito bem exposta pela artista”, disse. Para ele, as pinturas trazem “uma reflexão muito contemporânea” sobre as queimadas, a poluição e a forma como o Pantanal tem sido afetado. Já a assistente de auditoria Endy Ariel Santos Matos chamou a atenção para as expressões humanas retratadas nas obras e destacou a importância de ampliar a divulgação de atividades culturais para a própria população de Cuiabá.

Entre as ações da abertura esteve uma aula de yôga conduzida pela professora Marielly Camargo, que relacionou a prática ao ambiente histórico e à temática da exposição. “A ideia é promover o momento de presença. O yoga traz essa consciência do agora, da respiração, deixando a pessoa com mais sensibilidade e um olhar mais atento à exposição”, explicou. O arquiteto e urbanista Rodolfo Rosa Alvarenga, que participou da atividade, relatou percepção semelhante. “Como a gente já entrou num clima de prestar atenção, de olhar para dentro, acho que aflora alguns sentimentos a mais”, afirmou. Segundo ele, a experiência também o levou a observar com mais atenção o museu e registros antigos de Cuiabá.

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A programação abriu ainda espaço para pequenos produtores, com comercialização de artesanato e alimentos. A feirante Ingrid Suellen levou produtos da culinária local com o objetivo de “trazer os produtos cuiabanos, como o salgado e o bolo tradicional, para as pessoas conhecerem o nosso tempero”. A artesã Cristina Oliveira do Nascimento apresentou sabonetes artesanais, fitoterápicos e kits comemorativos. Para ela, participar da feira representa uma oportunidade de “lucrar, vender e tornar o meu produto conhecido”. Apesar da avaliação positiva sobre a iniciativa, as duas consideraram o movimento inicial tímido e apontaram a necessidade de ampliar a divulgação para fortalecer futuras edições.

Para a secretária municipal adjunta de Turismo, Roseli Nonato Silva, integrar cultura, gastronomia e outras atividades é uma estratégia para aproximar os moradores dos espaços históricos da capital. “A nossa intenção, enquanto Secretaria de Turismo e Prefeitura, é fazer com que o cuiabano venha conhecer esse espaço que é dele”, afirmou. “Queremos, através dos nossos aparelhos turísticos, fomentar o turismo e potencializar esses locais para que as pessoas venham conhecer o potencial que Cuiabá tem”, completou. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha funciona de segunda a domingo, inclusive no horário de almoço, e permanece aberto nos fins de semana até as 17h30.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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