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BRT: A quem interessa impor um transporte ultrapassado para a nossa capital?

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Por vários ângulos pode-se observar que, da maneira como foi conduzida, a implantação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande é no mínimo questionável. Do mesmo modo que é indubitável ser esse um assunto de amplo interesse público, pois afeta centenas de milhares de pessoas que necessitam do transporte público todos os dias.

As notícias disponíveis na imprensa permitem que você pesquise na internet e tire suas próprias conclusões. Do ponto de vista da venda dos vagões ao governo da Bahia, a dedução parece óbvia: o material tem qualidade e bom estado de preservação. Se não fosse assim, por que um estado de grande porte teria interesse em adquirir o que deveria estar servindo ao nosso povo?

Sobre a licitação, há a denúncia da prefeitura de Cuiabá acatada pela Advocacia Geral da União (AGU) porque ficamos com uma pulga atrás da orelha, na nossa denúncia fica claro o conluio de empresas no consórcio vencedor.

Quanto ao atual traçado do BRT, emerge a incômoda sensação de que o projeto nasceu e permaneceu sob a égide do autoritarismo, da arrogância, da falta de diálogo com a sociedade. Prejuízo para os usuários do transporte público em geral e os comerciantes em específico, com impacto negativo na geração de emprego e renda, além de promoverem uma verdadeira baderna na mobilidade da nossa cidade.

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No aspecto da (falta de) modernidade do BRT, se constata que o projeto é o retrato de quem pensa Cuiabá como uma cidade acanhada, sem um olhar de largo alcance. Já no time dos que amam Cuiabá, a gente tem acompanhado a construção de um projeto inovador, modelado com visão e coragem. Como sempre digo, Cuiabá não nasceu para ser cauda…nasceu para ser cabeça. Por que querem nos inferiorizar perante outras capitais?

Nos últimos anos, a prefeitura vem promovendo um expressivo conjunto de mudanças na mobilidade urbana. A luta exitosa para destravar a licitação do transporte público, que já se arrastava por décadas, é apenas um exemplo de transformação nessa área. Vimos surgir estações climatizadas (até com energia solar), faixas exclusivas e mesmo abrigos de ônibus ecológicos, além da maior frota de ônibus novos e com ar-condicionado que a cidade já viu. Talvez a maior do país em termos percentuais.

Tudo isso sem falar nas grandes obras de infraestrutura viária, como os dois novos viadutos – entregas inéditas com recursos municipais, jamais vistas desde a fundação da cidade –, a requalificação da Avenida dos Trabalhadores e a criação da maior avenida já construída na capital, o Contorno Leste.

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Mesmo ainda tendo muito a fazer, grandes passos foram dados na mobilidade. E esse avanço que está em curso poderia ter sido coroado com um projeto moderno, ambientalmente correto e que daria à cidade mais uma dose de charme e modernidade, como ela merece.

Os argumentos aqui elencados são mais que suficientes para que se faça um estudo de viabilidade técnica apropriado do BRT, como defende o deputado federal Emanuelzinho. Esse debate não pertence apenas ao Executivo ou ao Legislativo; ele interessa a todos os segmentos da população de Cuiabá, de sua irmã Várzea Grande e do estado de Mato Grosso.

Sobram interesses turvos, que confundem parte da população. Sejam econômicos, políticos ou simplesmente aqueles que vão ao encontro da mera oposição de ódio à prefeitura. E por outro lado faltam a visão de pensar grande a nossa cidade e o amor genuíno por ela.

Porque quem ama Cuiabá não pode passivamente deixar deletar o que seria mais do que um novo cartão postal. O VLT é também um abraço fraterno no meio ambiente e em toda a nossa gente. É deixar a capital seguir no trilho certo do sucesso e da modernidade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura e Conselho levam mais de 1,8 mil atendimentos a pessoas em situação de rua em Cuiabá

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Cerca de 300 pessoas em situação de rua foram atendidas durante a ação “COMPOD pela Vida”, realizada pela Prefeitura de Cuiabá e pelo Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas (COMPOD), na Praça Doutor Alberto Novis, no Centro Histórico da capital. Ao todo, foram ofertados 1.867 atendimentos e serviços gratuitos, integrando a programação da 3ª Semana Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas, nesta terça-feira (23).

A iniciativa reuniu diversas secretarias municipais, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Defensoria Pública e organizações da sociedade civil para oferecer atendimentos de saúde, assistência social, orientação jurídica, alimentação, doações de roupas e cobertores, além de encaminhamentos para tratamento, momentos de louvor e oração.

Entre os serviços oferecidos, foram distribuídas 450 marmitas, 500 pães, 300 cobertores, frutas, chocolate quente e dois grandes caldeirões de escaldado. Também foram entregues 220 peças de roupas por meio do Armário Solidário da Secretaria Municipal da Mulher e outros 50 agasalhos doados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Salatiel Barroso, de 72 anos, que vive em situação de rua há cerca de dois anos, estava entre os beneficiários. Emocionado, ele agradeceu pelos serviços recebidos. “Isso caiu do céu. Melhor não precisava. Corte de barba, cabelo, refeição, atendimento, foi tudo perfeito. Muito obrigado”, afirmou.

De acordo com a presidente do COMPOD e secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, a ação vai além do atendimento emergencial e busca construir políticas públicas permanentes para enfrentar a questão das drogas e da vulnerabilidade social. “Estamos aqui reunindo diversas secretarias da Prefeitura, instituições não governamentais, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e Justiça do Trabalho para levar serviços e esperança à população em situação de rua. Queremos oferecer a essas pessoas a oportunidade de iniciar uma nova etapa de suas vidas”, afirmou.

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A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão participou da ação com equipes do Centro Pop, oferecendo acolhimento, atualização do Cadastro Único, orientação, alimentação e encaminhamentos. A secretária Hélida Vilela destacou que a proposta é aproximar os serviços já oferecidos pelo município da população em situação de rua.

“Trouxemos aqui os serviços do Centro Pop, que oferece acolhimento, alimentação, banho, guarda de pertences e acompanhamento social. Também contamos com parceiros institucionais que oferecem acolhimento e até emissão de passagens para aqueles que desejam retornar às suas cidades ou às suas famílias. Muitas dessas pessoas já são acompanhadas pela assistência social e recebem atendimento psicológico, apoio para inserção no mercado de trabalho e outras atividades”, ressaltou Hélida Vilela.

Na área da saúde, a equipe do Consultório na Rua Luz, da Secretaria Municipal de Saúde, aplicou 38 doses de vacinas essenciais para a proteção da população assistida. Foram administradas 15 doses contra influenza (gripe), 10 contra difteria e tétano (dT), oito contra hepatite B e cinco contra febre amarela.

Os cuidados pessoais também fizeram parte da programação. A Obra Kolping realizou cerca de 30 atendimentos entre cortes de cabelo, barba e design de sobrancelhas, proporcionando mais autoestima e bem-estar aos participantes. A ação também contou com a participação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que realizou quatro atendimentos, e da Defensoria Pública, responsável por 19 atendimentos. Além disso, foram realizados 16 acolhimentos e solicitações de encaminhamento para tratamento.

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O juiz do Trabalho Fernando Galisteu ressaltou que a presença do Judiciário amplia o acesso a direitos e fortalece a cidadania. “Essas pessoas em situação de vulnerabilidade também precisam conhecer seus direitos trabalhistas e ter acesso à Justiça. Muitas vezes, elas não conseguem procurar um advogado ou um órgão público. Aqui, a Justiça do Trabalho vai até o cidadão para levar dignidade, respeito e garantir que seus direitos sejam conhecidos e exercidos”, afirmou.

Representando o Poder Judiciário de Mato Grosso, o gestor-geral do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Sebastião José de Queiroz Júnior, destacou que a iniciativa reforça o compromisso institucional com a inclusão social. “A participação do Poder Judiciário reafirma o compromisso com uma Justiça mais próxima, acessível e sensível às pessoas em situação de rua e suas interseccionalidades”, declarou.

Também participaram da mobilização as secretarias municipais de Ordem Pública, Governo, Mulher, Defesa Civil, Saúde, Assistência Social, Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Mobilidade Urbana e Segurança Pública, além da Limpurb, Tribunal Regional do Trabalho e entidades parceiras, como Obra Kolping, ATAAP, CEPROMA, Centro Terapêutico Bom Pastor, Comunidade Terapêutica Tenda de Abrão e Associação Missão Encheivos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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