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Empresa de terraplanagem é interditada por falta de Habite-se na MT-251

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Uma empresa de terraplanagem, locação de máquinas e caminhões, localizada na MT-251, foi interditada nesta quinta-feira (26) pela fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) por ausência do Habite-se. Durante a ação, os fiscais lavraram auto de infração e termo de interdição, além de determinarem a retirada dos caminhões e tratores do local.

A fiscalização foi motivada por denúncia de que o estabelecimento estaria funcionando de forma irregular, mantendo atividade comercial mesmo após notificações anteriores sobre as irregularidades.

De acordo com o coordenador de Fiscalização Ambiental e Posturas da Sorp, Érico César, a área já havia sido alvo de fiscalização anterior, inclusive com embargo de obra referente à construção de um muro à revelia da fiscalização. Na ocasião, foi constatado que a área não estava regularizada.

Conforme o processo, o fiscal lavrou termo de embargo e auto de infração, ratificados em primeira instância, ou seja, não poderia haver atividade comercial no local. O proprietário inicialmente notificado vendeu o imóvel a um terceiro, que abriu a empresa no local sem a devida regularização.

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“Retornamos e notificamos o novo responsável, solicitando a apresentação do Habite-se, documento obrigatório para o funcionamento de qualquer empresa. Porém, recebemos nova denúncia de que o local continuava funcionando. Voltamos hoje e constatamos que a empresa segue aberta indevidamente. Estamos lavrando novo auto de infração, além do termo de interdição. A partir de agora, não poderá funcionar até obter o Habite-se”, detalhou Érico.

O imóvel encontra-se em processo de regularização fundiária junto ao Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). Enquanto a situação não for regularizada perante o órgão estadual, a área é considerada irregular, o que impede a emissão do Habite-se ou de qualquer outro documento oficial por parte do município.

O estabelecimento poderá retomar as atividades após a regularização da área, com a entrega de toda a documentação exigida pela legislação municipal. O Habite-se deve ser solicitado na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, localizada no 4º andar da Prefeitura de Cuiabá.

Entenda a importância do Habite-se

Em Cuiabá, a análise e a emissão do Habite-se são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. O documento emitido pela Prefeitura é responsável por atestar a conclusão da construção conforme o projeto aprovado e as normas de segurança vigentes.

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Como emitir o Habite-se em Cuiabá

Para emitir o Habite-se em Cuiabá, é necessário seguir etapas específicas que exigem atenção técnica e regularidade documental. O primeiro requisito é que o imóvel possua matrícula regular, devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis competente. Além disso, é obrigatória a contratação de um profissional habilitado, como engenheiro civil ou arquiteto, que será responsável por elaborar os projetos “as built” (como construído) do imóvel e emitir a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) referentes ao processo de regularização, garantindo que a edificação esteja conforme as normas exigidas pelo município.

Em caso de dúvidas, o proprietário ou o responsável técnico pode buscar atendimento presencial na Casa Cuyaverá, localizada na Rua Pedro Celestino, no Centro Histórico, ou entrar em contato pelo WhatsApp da equipe de apoio: (65) 99215-9418.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

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O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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