CUIABÁ

Equipe de manutenção do antigo PS participa de curso sobre prevenção a acidentes

Publicado em

Trabalhadores do Hospital Pronto Socorro Municipal de Cuiabá  (antigo Pronto Socorro) participaram de um curso com conteúdo teórico e prático envolvendo simulações de situação de perigo vivenciadas nas tarefas diárias da manutenção predial. A iniciativa proposta pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT/HPSMC) aconteceu na segunda-feira (23), na empresa Bioseg Segurança do Trabalho, responsável pela programação que envolveu 8 participantes.

“É um aperfeiçoamento de conhecimentos sobre as recomendações estabelecidas por meio da  Norma Regulamentadora número 35 (NR 35), que envolve os cuidados adequados para garantir a segurança ao desenvolver o trabalho em altura. Lembrando que acima de 2m já é considerado trabalho em altura”, explicou o engenheiro responsável técnico do SESMT/HPSMC,  Alvino Paes da Costa Junior.

O curso de NR 35 é composto de temas como: Normas e Regulamentações do MTE, Análise de Riscos, Condições Impeditivas para Serviços, Sistemas, Equipamentos e Procedimentos de Proteção Coletiva, Equipamentos de Proteção Individual, Acidentes Típicos em Trabalhos em Altura, Técnicas de Resgate, Remoção e Transporte, entre outros.

Leia Também:  Liderados por primeira-dama, equipe de Cuiabá encerra visitas técnicas em SC

“O objetivo é demonstrar como agir para evitar acidentes, prevenção de risco.  Estamos acompanhando tudo para também termos conhecimento do perigo que eles enfrentam”, disse  a técnica de Segurança do Trabalho do HPSMC, Milena Fraga de Souza.

A auxiliar administrativa da Gerência de Apoio Logístico do HPSMC, Islaine Rondon dos Santos, 23 anos, nunca tinha participado da ação na prática e validou a iniciativa. “Muito importante, esses trabalhadores vivem disso. A rotina deles envolve um pouco de tudo, manutenção predial e reparos em caixa d’água, energia, lâmpadas em altura tanto na parte intera como na área externa, e outros. Entre as diretrizes da NR 35 está em o trabalhador não aceitar serviços sem Equipamentos de Proteção Individual (EPI), não utilizar ferramentas no bolso no desempenhar da atividade, mesmo com escada em altura de 2 metros usar o cinto de segurança estilo paraquedista e demais procedimentos de risco”, pontuou Islaine.

Hilário de Souza Aguiar, 70 anos, possui mais de 12 certificados de treinamentos realizados. Ele trabalha com manutenção no Pronto Socorro desde 2014 e afirma ser apaixonado pelo que faz e  “ter tudo na cabeça”, sobre as orientações. “Trabalhei muito tempo como operador de máquinas, depois fiz cursos e me preparei para essa nova fase profissional em que atuo há mais de uma década. Costumo enfrentar até 25 metros de altura com tranquilidade”, explicou Hilário.

Leia Também:  Prefeito ressalta apoio de vereadores para grandes entregas em Cuiabá

Por se tratar de uma atividade de risco, o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para trabalho em altura prevê exames de acuidade visual, audiometria ocupacional, eletrocardiograma, eletroencefalograma, glicemia de jejum e hemograma completo.

Pessoas com labirintite e pressão alta estão entre aquelas que não podem trabalhar com atura. A condição de apta para tal função é verificada por médico do trabalho. “O Sesmt tem essa função de solicitar o exame admissional, exame periódico e exame de mudança de função para garantir a segurança do trabalhador no desempenho de suas atividades”, explicou Milena.

Em breve outros cursos serão ofertados aos trabalhadores, entre eles sobre a NR 10 que envolve área da eletricidade e a sobre brigada de incêndio.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CUIABÁ

Entre datas de inclusão, ensino bilíngue abre caminhos para crianças surdas em Cuiabá

Published

on

Celebrados nessa quinta (23) e sexta-feira (24), o Dia Nacional da Educação de Surdos e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), respectivamente, reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas. Em Cuiabá, a rede municipal tem avançado na consolidação da educação bilíngue, modelo que reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda (L2).

Amparada pela Lei nº 14.191/2021, a proposta considera a surdez como uma diferença linguística e cultural. Na prática, isso significa garantir que o estudante surdo tenha acesso pleno ao conteúdo escolar, respeitando suas especificidades e promovendo equidade no processo de aprendizagem.

A mestre em educação e coordenadora técnica de educação especial, Neuraides Ribeiro Silva, explica que a educação bilíngue de surdos na rede municipal segue diretrizes legais e pedagógicas específicas. Segundo ela, o modelo vem sendo estruturado de forma gradual em Cuiabá.

“A rede municipal de Cuiabá vem estruturando a educação bilíngue para alunos surdos de forma gradual e integrada ao modelo de educação inclusiva, combinando ensino regular com serviços especializados. A organização segue princípios legais nacionais e práticas pedagógicas específicas para esse público”, disse.

Já a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, destaca que a educação bilíngue vai além da tradução de conteúdos e envolve uma estrutura pedagógica pensada para o desenvolvimento integral dos alunos.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá cumpre prazo e protocola LDO 2024 na Câmara Municipal

“A educação bilíngue de surdos constitui uma modalidade que garante o direito à formação integral, respeitando a singularidade linguística. A Libras é a primeira língua e base da aprendizagem, enquanto o português escrito é trabalhado como segunda língua”, informou.

Na rede municipal de Cuiabá, o atendimento ocorre de forma integrada. Estudantes da educação infantil até o 2º ano contam com professores bilíngues. Já do 3º ao 5º ano, o acompanhamento é feito por intérpretes de Libras, além de instrutores no contraturno. O currículo é o mesmo para todos, com adaptações linguísticas que asseguram o entendimento dos conteúdos.

Nesse contexto, o trabalho colaborativo entre professores regentes, profissionais bilíngues, intérpretes e famílias é essencial para o sucesso da proposta. A professora bilíngue e intérprete de Libras, Emanuelle Freire Galvão Ponce, explica que o papel do intérprete vai além da tradução, sendo fundamental na mediação do aprendizado em sala de aula.

“O principal papel do intérprete de Libras é a mediação comunicativa. Ele atua na relação entre professor, aluno surdo e colegas, garantindo que o conteúdo seja compreendido. Esse acompanhamento acontece em todas as disciplinas, durante todo o período em sala”, explicou.

Leia Também:  TCE-MT dá 5 dias para que Prefeitura de Cuiabá preste informações sobre atraso nos repasses ao Hospital de Câncer

Ela também ressalta que, com a presença do professor bilíngue, é possível ampliar as estratégias pedagógicas e adaptar materiais de forma mais eficaz, favorecendo o aprendizado dos estudantes surdos.

Outro ponto importante é o início precoce desse acompanhamento. Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança surda tem acesso à Libras, melhores são seus resultados no processo de alfabetização e desenvolvimento escolar.

“Quando a criança surda tem acesso à língua de sinais desde cedo e é alfabetizada nesse contexto, o desenvolvimento é muito mais positivo. Ela consegue acompanhar a turma e avançar com mais autonomia”, afirma Emanuelle.

O município de Cuiabá, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), enfrenta o desafio de garantir uma escola inclusiva para professores, estudantes e toda a comunidade escolar.

Diante desse cenário, as datas de 23 e 24 de abril reforçam não apenas a importância da Libras, mas o compromisso com uma educação que valorize a diversidade e promova inclusão de forma efetiva, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA