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Parceria entre Secretaria de Habitação e Caixa Econômica garante moradia para mãe de sete filhos

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Uma parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e a Caixa Econômica Federal (CEF) resultou na retomada de uma casa no Residencial Nilce Paes Barreto e destinação a uma família que atende ao perfil do programa Minha Casa Minha Vida. O residencial foi entregue em 2013. O secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Marcrean Santos, ressalta que a responsabilidade de fiscalização dos residenciais é da CEF, mas a pasta tem dado apoio neste processo.

Por determinação do secretário, técnicos da pasta iniciaram um estudo in loco, em todos os residenciais entregues, fiscalizando as casas abandonadas e as que não cumprem função social para enviar para a Caixa Econômica, responsável por abrir processos para retomada dos imóveis nos casos que entender ser pertinente.

“Se a casa está abandonada, caracteriza que a pessoa que recebeu não precisa e, por isso, deve ser destinada às famílias que realmente necessitam”, enfatiza o secretário.

A casa retomada no Residencial Nilce Paes Barreto é a primeira após a pandemia, período que os processos judiciais ficaram paralisados.

A decisão judicial de retomada do imóvel é de novembro do ano passado. No mês seguinte, uma outra decisão judicial, em processo movido pela Defensoria Pública, determinou ao Município de Cuiabá que inscrevesse Simone Santos Silva, 39, em lista prioritária nos programas de habitação, nos termos determinados pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência.

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Simone é mãe de sete filhos e a mais nova, Francisca, com 4 anos, tem paralisia cerebral. Ao assinar o contrato do financiamento do Programa Minha Casa Minha Vida, com a CEF, a emoção tomou conta da cozinheira. Ela recebeu as chaves da casa própria um dia após ser despejada pela segunda vez em menos de quatro meses.

Secretário Marcrean Santos destacou a alegria de viver este momento. “Estou há menos de dois meses na Secretaria e a entrega desta casa me dá ainda mais forças para continuar trabalhando de forma incansável para a regularização de mais de 10 mil títulos e, também, para conseguir trazer novos conjuntos habitacionais para Cuiabá. Junto com o prefeito Emanuel Pinheiro, vamos à Brasília em breve para articular isso”.

História de superação

Simone morava com quatro, dos sete filhos, numa casa de dois cômodos no bairro Pedra 90. Sem renda fixa, não conseguiu arcar com os custos do aluguel e em novembro do ano passado foi despejada. No mesmo mês, a Caixa Econômica Federal (CEF) conseguiu a retomada do imóvel que agora é dela.

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A grande alegria ao chegar ao imóvel é fácil de ser entendida. Ao ser despejada, em novembro, Simone passou a depender de terceiros. Duas filhas, de sete e oito anos, foram morar, de forma provisória, com a avó paterna em Goiás, mas que avisou que não tinha condições de ficar muito tempo com as meninas. Uma filha de 15 anos, que está gestante, foi para a casa do pai.

A filha mais nova ficou com a mãe. Com quatro anos, recém-completados, a pequena Francisca tem paralisia cerebral, o que amplia as necessidades de cuidados.

Em janeiro deste ano ela alugou outra casa no Pedra 90, mas sem conseguir pagar o aluguel, na última semana precisou novamente desocupar o imóvel. No dia seguinte, foi informada pelas assistentes sociais da Secretaria de Habitação que poderia se mudar para o seu novo lar.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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