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Prefeito de Cuiabá sanciona lei que institui a Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana Sustentável

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro,  sancionou a Lei Complementar 523/2023, que institui a Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana Sustentável (PMRFUS), conforme normas e procedimentos aplicáveis à Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O principal objetivo é garantir o direito à moradia de milhares de famílias que estão em áreas não regularizadas. A Lei foi publicada na edição de 2 de março da Gazeta Municipal.

“Estamos modernizando a lei municipal de regularização fundiária. A legislação será mais específica revogando a normativa, que era de 2014, e complementar aos dispositivos previstos em legislação federal (13.465/2017). Para essa construção, ouvimos a população cuiabana em diversas audiências públicas e também a Câmara Municipal de Vereadores. Queremos acelerar o processo de regularização fundiária para atender àqueles sonham com o documento de suas moradias. Essa gestão será a que mais regularizou bairros na capital, é um compromisso que tenho com à população cuiabana”, explicou o prefeito.

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá, Marcrean Santos, destaca que será criado um Gabinete Itinerante, que irá percorrer a cidade para explicar à população os benefícios da nova lei, que desburocratiza e acelera o processo de regularização de diversas áreas, garantindo o título definitivo para famílias que há anos lutam pelo direito de sua área.

Com a lei sancionada, o primeiro passo da Secretaria de Habitação será identificar os núcleos urbanos informais e traçar uma meta de quantos imóveis serão regularizados.

Além de garantir a regularização do título, a nova lei prevê que os serviços públicos sejam garantidos aos ocupantes das áreas de modo a melhorar as condições urbanísticas e ambientais. “Além de garantir o título, vamos garantir infraestrutura e, com isso, o reflexo será melhorias inclusive na geração de emprego e renda nestas áreas. Uma área regularizada, com os serviços básicos essenciais, atrai comércios, mais investimentos. Tudo isso reflete em melhorias de vida para a nossa população, que é a determinação do nosso prefeito”, enfatiza Marcrean.

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Objetivos da Reurb

Entre os objetivos da Reurb está ampliar o acesso da população de baixa renda à terra urbanizada, garantindo a permanência das famílias nos próprios núcleos onde já vivem, mas com eles regularizados. “A proposta é garantir que as famílias continuem na área onde já estão estabelecidas, o que traz um sentimento de pertencimento cultural e geográfico. É garantir o direito social à moradia digna e às condições de vida adequadas, cumprindo o que está na Constituição Federal. Vamos garantir a efetivação da função social da propriedade, ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes”, acrescenta o secretário de Habitação.

A lei também visa prevenir e desestimular novas invasões, além de priorizar as regularizações fundiárias das áreas públicas do Município de Cuiabá e do Estado de Mato Grosso. Criar unidades imobiliárias compatíveis com o ordenamento territorial urbano e constituir sobre elas direitos reais em favor dos seus ocupantes; e estimular a resolução extrajudicial de conflitos, em reforço à consensualidade e à cooperação entre Estado e sociedade.

Como funciona

Para a regularização de uma área, é necessário a abertura de um processo administrativo que será acompanhado pela Comissão Permanente de Regularização Fundiária Urbana do Município de Cuiabá, que será presidida pelo secretário Marcrean Santos e ainda terá como membros representantes das secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável, da Assistência Social e Desenvolvimento Humano, de Obras Públicas, da Mobilidade Urbana, da Defesa Civil e da Procuradoria Geral do Município.

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Podem requerer a Reurb além dos entes federativos, os beneficiários, de forma individual ou coletiva, diretamente por meio de cooperativas habitacionais, associações de moradores, fundações, organizações sociais, organizações da sociedade civil de interesse público ou outras associações civis que tenham por finalidade atividades nas áreas de desenvolvimento urbano ou regularização fundiária urbana. Também podem requer a Defensoria Pública em nome dos beneficiários hipossuficientes, o Ministério Público, e os proprietários de imóveis ou de terrenos, loteadores e incorporadores.

Áreas de prioridade

As Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) indicadas na Lei de Uso e Ocupação do Solo nº 389/2015 são compreendidas, para efeitos desta lei, como núcleos urbanos informais consolidados, habitados predominantemente por população de baixa renda, conforme previsão na legislação vigente, podendo ser promovida a Reurb para ocupações existentes até 22 de dezembro de 2016. Ou seja, núcleos instituídos após esta data não poderão valer-se da Reurb.

Mas a Reurb não ficará restrita às ZEIS, pois será feita a identificação de todas as áreas públicas ou privadas passíveis de serem incluídas na Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana que atendam aos requisitos de caracterização como núcleos urbanos informais a serem regularizados.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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