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Prefeito faz vistoria de obra e Centro Médico Infantil deve atender 18 mil crianças por mês

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Na manhã deste domingo, Dia das Crianças (12), a Prefeitura de Cuiabá apresentou aos vereadores, à população e à imprensa a obra do Centro Médico Infantil Antonny Gabriel de Souza Gomes de Moraes (CMI), que, quando inaugurado, terá capacidade para atender 18 mil crianças por mês. A visita técnica marcou um dos momentos mais simbólicos da atual gestão: o compromisso de reconstruir a saúde pública com afeto, técnica e memória.

Erguido ao lado do antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, o CMI foi retomado pela Prefeitura após ter sido abandonado pela gestão anterior. Com investimento de R$ 11,8 milhões, o espaço ganhou um novo projeto, mais amplo e moderno, totalmente voltado ao pronto atendimento infantil 24 horas. A unidade contará com consultórios, salas de risco (vermelha, amarela e verde), área de exames, sala de medicação e observação com oito leitos, além de farmácia, recepção acolhedora e espaço de descanso para os profissionais.

Durante a fiscalização, o prefeito Abilio Brunini explicou que a escolha do nome do novo centro é uma homenagem ao pequeno Antonny, garoto cuiabano que sonhava ser jogador de futebol e cuja história marcou profundamente a cidade.

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“O Antonny foi mal atendido. Mesmo que o caso dele fosse grave e o desfecho inevitável, o atendimento poderia ter sido melhor. A mãe dele me disse, no velório, que o filho merecia ser melhor atendido, e isso me marcou. Esse centro leva o nome dele para nos lembrar que dignidade e respeito são essenciais no atendimento às nossas crianças”, declarou Abilio, emocionado.

A mãe de Antonny, Edivânia, participou da visita e foi aplaudida ao dizer que espera que a dor que viveu sirva de lição: “Que os profissionais que trabalharem aqui façam tudo com amor. Porque é amor o que mais falta quando a gente procura ajuda e está em desespero.”

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou que o novo centro representa uma virada na atenção pediátrica da capital. “Aqui, cada detalhe foi pensado para humanizar o cuidado. Teremos atendimento 24 horas, inclusive com odontopediatria, o que é inédito no país. O CMI vai realizar até 18 mil atendimentos por mês, com especialistas como cardiopediatras, gastropediatras e cirurgiões pediátricos”, afirmou.

A primeira-dama Samantha Iris lembrou que o novo espaço é um presente para quem mais precisa. “Quem depende do SUS também merece uma estrutura de qualidade. E essa será uma unidade modelo. Queremos que cada profissional atenda aqui com amor, porque isso faz toda a diferença no cuidado com as crianças”, disse.

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O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou a importância do novo padrão de gestão e execução das obras públicas em Cuiabá. “Estamos vivendo um tempo de mudanças. O que vimos aqui é um novo jeito de fazer saúde pública, com planejamento, responsabilidade e humanidade. Esse hospital infantil é uma conquista de todos os cuiabanos, e o Governo do Estado estará junto para apoiar”, afirmou.

Com os corredores recém-pintados, o Centro Médico Infantil começa a ganhar alma antes mesmo da inauguração oficial, prevista para novembro.

Um espaço erguido com concreto, mas sustentado por uma promessa: que nenhuma criança de Cuiabá espere por cuidado e que cada uma delas seja atendida com o mesmo amor que a cidade hoje dedica à memória do pequeno Antonny.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Além da Sala de Aula: Projetos de contraturno transformam a rotina de alunos em Cuiabá

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Projetos desenvolvidos no contraturno escolar estão contribuindo para o desenvolvimento de crianças da rede municipal de Cuiabá, com atividades que estimulam habilidades, aprendizado, convivência e disciplina. Em 2026, 22 unidades educacionais integram o Programa Educação Integral em Tempo Integral, com ações de cultura e arte, teatro, música, capoeira, artes marciais, horta, acompanhamento pedagógico, entre outras, conforme a realidade de cada escola. Em alguns casos, os participantes também inspiram os demais colegas.

Na Emeb Nossa Senhora Aparecida, no bairro Novo Colorado, o Jiu-Jitsu tem feito a diferença na rotina de 52 crianças que participam do projeto.

Segundo o professor de artes marciais Álvaro Marinho, que atua como voluntário no projeto, o Jiu-Jitsu é uma ferramenta que ensina princípios e valores às crianças, ajudando-as a lidar melhor com o dia a dia, com a escola e com a família. “A prática também promove amizade, vínculos e maior capacidade de expressão, especialmente entre crianças que antes tinham dificuldade de se comunicar. A transformação vai acontecendo e tem despertado o interesse de novos alunos”, relatou.

Para a diretora Maristela Ribeiro Neto Conde, o mais importante é que o projeto ocupa o tempo das crianças, tirando-as da rua e oferecendo um espaço de acolhimento. “Elas aprendem sobre luta, valores e princípios que, muitas vezes, não têm em casa. As aulas de Jiu-Jitsu e Artes contribuem para o desenvolvimento da criatividade, da amizade, do relacionamento e do comportamento. Muitas delas têm dificuldades de convivência e até de aprendizagem, como não saber ler ou escrever. Com a participação no projeto, elas começam a desenvolver essas habilidades e também melhoram nos estudos. Para participar das atividades, é necessário ser um bom aluno em sala de aula, o que também incentiva o compromisso com a escola”, explicou a diretora.

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Miguel Henrique Fantin, de 11 anos, tem uma história no Jiu-Jitsu que inspira os colegas da equipe. “O projeto é uma oportunidade de aprender a fazer escolhas melhores, manter-se longe de situações negativas e desenvolver valores como disciplina, respeito, responsabilidade e colaboração. Eu melhorei muito na minha forma de agir e de me relacionar com as pessoas. Era bagunceiro, hoje me considero mais colaborativo e responsável e levo esses ensinamentos, aprendidos com o professor, para casa”, contou.

Ele já disputou vários campeonatos e lembra dos desafios e das emoções, entre eles o nervosismo e a forte pressão no peito antes das competições. Mesmo assim, conseguiu superar os desafios e alcançar bons resultados, percebendo que todo o esforço havia valido a pena. Já conquistou o 3º lugar em campeonato brasileiro, o 2º lugar no Estadual, o Cinturão do Sul-Americano, entre outros.

“Ao receber a medalha, foi uma grande emoção porque relembrei de tudo o que passei e aprendi. Mas trouxe alegria e orgulho também para minha família e me fez acreditar que posso desenvolver novas habilidades e ir mais longe no nosso esporte”, relatou.

Ester Valentina de França Conceição, de 10 anos, disse que o projeto a ajudou a desenvolver valores como respeito, organização, convivência e solidariedade.

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“Aprendi a respeitar mais as outras pessoas e consegui aplicar esse aprendizado no dia a dia, inclusive na organização da minha rotina. Também contribuiu para que eu crescesse no aprendizado e na dedicação e me fez enxergar que é possível alcançar novos níveis de desenvolvimento e ajudar outras pessoas.”

O Programa de Educação Integral em Tempo Integral é do Governo Federal. O município de Cuiabá aderiu em 2023 e renovou a adesão em 2025 e em 2026.

Artes

Na Emeb Nossa Senhora Aparecida, as 52 crianças também se revezam para participar das aulas de Artes. Enquanto uma está no Jiu-Jitsu, outra participa da atividade artística e vice-versa.

Segundo a professora de Artes e monitora Samara Balduíno, as atividades envolvem mais do que apenas pintar, pois trabalham técnicas, observação e expressão individual. Na ocasião, alguns dos alunos aprendiam a representar uma maçã utilizando luz, sombra e silhueta, enquanto outra aluna desenvolvia pinturas inspiradas nas obras de Romero Britto. Após concluir as propostas, alguns alunos fazem desenhos livres.

“Cada criança desenvolve seu próprio estilo e técnica, mesmo trabalhando a partir de uma mesma proposta. Essa diversidade é justamente uma das características mais interessantes e bonitas do trabalho, pois permite observar como cada aluno interpreta e realiza o desenho de maneira diferente”, avaliou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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