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Prefeitura de Cuiabá resgata cachorro abandonado em córrego

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A nova diretora da Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, está empenhada em fazer um trabalho de enfrentamento às situações relativas à causa animal. Seu comprometimento à frente da pasta ficou evidente ao participar ativamente de seu segundo resgate no terceiro dia após ser empossada na função. A ação aconteceu na quinta-feira (3), após uma denúncia recebida pelos canais oficiais. O cão de porte médio estava em situação crítica, abandonado debaixo de uma ponte, em um córrego, no bairro Altos da Glória.

O resgate exigiu cautela e planejamento. “Aguardamos o posicionamento do Corpo de Bombeiros Militares para avaliar a viabilidade de acesso ao local, principalmente para garantir a segurança da nossa equipe. Assim que os bombeiros confirmaram que o acesso era possível, nos dirigimos imediatamente até o ponto”, explicou Morgana.

O animal resgatado foi encaminhado para uma clínica veterinária para atendimentos emergenciais e cuidados específicos. Ainda não é possível determinar com exatidão o estado de saúde, somente com exames detalhados. “Ele apresenta sinais de ferimentos leves, desnutrição e desidratação, o que pode indicar um quadro de anemia. Apesar de haver ração próxima, ele não estava se alimentando nem bebendo água. Exames como raio-x serão necessários para identificar possíveis fraturas ou outros problemas mais graves”, relatou a diretora.

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Com base em uma análise visual da arcada dentária e do corpo, Morgana, que é profissional veterinária, estima que ele tenha cerca de 10 anos, embora essa seja apenas uma avaliação preliminar.

Adriana Félix é protetora de animais e foi quem solicitou ajuda junto à Bem-Estar Animal para socorrer o cão. Ela acompanhou o resgate emocionada. “Não pode ser chamado de ser humano quem fez isso com ele. Olha, só porque aparenta estar velho vai jogar fora, abandonar? Como pode alguém ter um coração assim. Também, com tanta maldade que a gente vê relatada com as pessoas, imagina com os animais”, frisou.

Ao ver os encaminhamentos, ficou tranquila e pediu que dessem notícias sobre a saúde dele.

Este foi o segundo resgate realizado sob a nova gestão, que reforça o compromisso de sua diretoria com a causa animal. “Estamos trabalhando fortemente e empenhados em fortalecer as ações. Quero estar presente tanto nas ações de resgate como também na formulação e fortalecimento das políticas públicas internas. Temos muito a melhorar e pretendo acompanhar tudo de perto. Nossa missão é ajudar os animais e, sobretudo, dar suporte a quem já está nessa luta. Estarei disponível, sempre que possível, para atuar nas ruas e ouvir a população”, concluiu.

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A Bem-Estar Animal reforça a importância do uso dos canais oficiais para denúncias, sendo WhatsApp (65) 99207-4318 ou 0800-647-7755, para garantir que os casos recebam a atenção e o encaminhamento corretos.

Os servidores Martin Figueiredo e Nelson Francisco do Nascimento também participaram do resgate.

CRIME

Abandono é considerado maus-tratos, portanto, é crime. Existem legislações de proteção animal em Cuiabá, como a Lei Complementar 436/2007 e a LC 14.064/2020, que tratam sobre o assunto, prevendo duras penas para os autores. A reclusão varia de 2 a 5 anos, além de multa e proibição de guarda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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