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Projeto “Ouvidoria nos Bairros” aproxima a comunidade da Prefeitura de Cuiabá

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O ouvidor-geral do Município de Cuiabá, Jessé França, reuniu-se nesta terça-feira (30) com presidentes de bairros na sede da União Coxipoense de Associações de Moradores de Bairros (UCAM), para apresentar um novo projeto denominado “Ouvidoria nos Bairros”. Participaram do encontro o Presidente da Federação Mato-grossense das Associações de Moradores de Bairros (FEMAB), Walter Arruda, o presidente da UCAM, José Maurício Pereira, o presidente do bairro Pedra 90, Baiano Filho, o presidente da associação de moradores do bairro Liberdade, José Carlos Areco, entre outros.

“Estamos trabalhando em um novo programa chamado “Ouvidoria nos Bairros”, com o objetivo de aproximar o município da Secretaria. Muitas vezes, vocês têm demandas internas ou nos bairros e acabam entrando em contato diretamente com a Secretaria, enviando ofícios, mas nem sempre recebem retorno. A ouvidoria foi criada para ser um canal de apoio e dar suporte nessas demandas. Estamos aqui para ouvir e priorizar suas necessidades”, explicou Jessé.

O ouvidor revelou que a pasta está desenvolvendo um aplicativo da Ouvidoria, para facilitar para a população o envio das demandas. “Estamos empenhados em aprimorar a nossa comunicação. O objetivo é transformar a Ouvidoria em um órgão mais humano, próximo do município e ágil. Embora a Ouvidoria não possa resolver todos os problemas, queremos ser um canal de apoio entre os cidadãos e a Secretaria, ajudando de alguma forma”, comentou.

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O presidente da FEMAB, Walter Arruda, disse que ninguém conhece melhor os problemas e necessidades dos moradores do que aqueles que vivem nas comunidades e bairros. “Esses problemas devem ser abordados e solucionados onde eles surgem, pois quem está ciente em relação a eles, também possui as melhores ideias e soluções. Gostaria de parabenizar a iniciativa da Ouvidoria de vir até os bairros. A união e o trabalho colaborativo são essenciais, afinal, como diz o ditado, ‘duas cabeças pensam melhor do que uma’ e, quando um falha, o outro está lá para ajudar a levantar. Vamos continuar trabalhando juntos em prol do bem-estar de nossos moradores”, comentou. O presidente da UCAM, José Maurício Pereira falou que havia uma falta de comunicação direta com a Ouvidoria, mas que agora será diferente. Ele pediu também que o ouvidor estude as obras que estão em andamento e que realize uma reunião com as lideranças de bairros e o prefeito para tratar dessas questões.

Um dos primeiros atendidos no projeto “Ouvidoria nos Bairros” foi o presidente da Associação de moradores do bairro Liberdade, José Carlos Areco, que levou as demandas da comunidade para a equipe da Ouvidoria e elogiou a ação. “Percebo a importância dessa iniciativa por parte da ouvidoria do município, pois ela está se aproximando mais das comunidades. Esperamos que essa aproximação resulte em respostas concretas diante das demandas apresentadas. Desejamos transparência e clareza em todo o processo. A ideia de um aplicativo no futuro é promissora, e esperamos que esse aplicativo atenda efetivamente às necessidades e resolva os problemas. A iniciativa é excelente e de grande relevância, e esperamos que traga os melhores resultados possíveis”, concluiu.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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