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SMS fecha Janeiro Roxo, mês de combate à hanseníase, com várias ações realizadas

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Janeiro Roxo, mês voltado ao combate da hanseníase, contou com amplas ações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da área urbana e rural. Definidas como ‘Dia D’, as iniciativas priorizaram a informação sobre a doença com o objetivo de desmistificar, combater o preconceito e verificar a possibilidade de novos casos.  Na microrregião de Terra Vermelha, situada há 18 km do Distrito da Guia, a ação aconteceu na sexta-feira (27), resultando em mais de cem  procedimentos realizados, só de testes rápidos, foram 52. Mesmo com o tempo chuvoso daquele dia, os moradores da região não se intimidaram e compareceram para realizar consulta médica com clínico geral, atualizar o cartão de vacinas, aferir pressão, verificar a glicemia, realizar testes rápidos (Hepatite B, Sífilis, HIV), e receber esclarecimentos sobre o Janeiro Roxo, que tem a hanseníase como foco.

Informações como o que é a hanseníase, os sintomas e como procurar ajuda foi algumas das informações repassadas. Em relação à transmissão, se dá pela respiração de uma pessoa doente sem tratamento, e não ocorre facilmente como os resfriados, pois depende do contato próximo e prolongado como entre familiares e amigos. “Mancha esbranquiçada, avermelhada ou amarronzada que não coça, não dói e é dormente, são sinais da doença, que atinge principalmente a pele e os nervos. A hanseníase tem cura e o tratamento é acessível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Depois do paciente curado, o acompanhamento deve ser feito por cinco anos”, reforçou a técnica em saúde da UBS Guia, Rosimeire Almeida Lara.

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De acordo com a coordenadora da Regional Rural, Marinete de Oliveira Ribeiro, as equipes de saúde receberam capacitação e foram orientadas para triagem e preenchimento de formulário para o trabalho de combate a hanseníase. Quando há suspeita da doença a pessoa é encaminhada para avaliação de um profissional médico para o diagnóstico.

Reinaldo Correa Arruda, 52 anos, da Gleba Tucum, recebeu o material impresso sobre a hanseníase e disse que sempre é bom saber, ter informação para se cuidar melhor. Ele também aproveitou para vacinar com a 3ª dose da Covid e consultar por conta de dores nas pernas.  Estava com o filho Elias, de 7 anos, que também ia passar pelo médico. Mas acreditava que estava tudo bem com os dois. “É consulta de rotina e se precisar fazer algum exame o médico já faz o pedido e aí a gente procura a UBS na Guia para fazer”, disse ele.

O médico Jhonata Borges que já acompanha a comunidade há algum tempo informou que os problemas mais comuns são de diabete, hipertensão e doenças sazonais como tosse e catarro, típicas da época.

“Vim para uma consulta de rotina, meu filho está gripado, devido à mudança do tempo. Sempre participo das ações realizadas aqui na comunidade, principalmente porque somos bem orientados, bem atendidos”, revelou Nilcilene da Silva Santiago, 26 anos, com o filho Luiz Miguel de 2 anos e 6 meses de idade.

Otacino da Silva Ferreira, 54 anos, avalia que, pela distância que estão da Capital, e mesmo da UBS da Guia, “é muito importante e valioso a Secretaria de Saúde de Cuiabá faça essas ações na comunidade”. Segundo ele, com as chuvas, a dificuldade de saírem é maior porque as estradas ficam prejudicadas.

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O casal Eugênio Soares de Arruda, 75 anos, e Eremir Martinho de Arruda, 67 anos, são fundadores da igreja Sagrado Coração de Jesus, da comunidade Terra Vermelha, que agrega o galpão onde o Dia D aconteceu.  Ele nasceu nas terras da região, mora na beira do rio Taquaral, um pouco distante do local da ação, e se diz muito grato pela atenção que recebe da equipe. “Sempre participo quando a equipe da saúde vem aqui e enquanto eu puder venho para ver se está tudo bem. A gente precisa se cuidar, conheço amigos que só foram buscar atendimento tarde demais”, revelou Eugênio.

UBS Cuiabá

Em Cuiabá, diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS) também realizaram Dia D do Janeiro Roxo. No dia 14, na UBS do Jardim Vitória I e II e UBS Paiaguás; dia 21, UBS Santa Terezinha I e II, UBS Tijucal, UBS Terra Nova/Canjica e UBS Pedregal I e II e no dia 28, nas UBS Jardim Liberdade, UBS 1º de Março e João Bosco Pinheiro, UBS Ouro Fino e Centro de Saúde Dom Aquino.

“Esta semana ainda estamos sentindo o reflexo da ação de sábado (28), atendendo os agendamentos que foram feitos porque não deu para atender todos no Dia D”, revelou a enfermeira do CS Dom Aquino, Marluce da Silva Ramos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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CUIABÁ

Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).

De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.

Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.

Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.

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O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.

As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.

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O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.

Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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