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Bairro Jardim Paula II recebe investimento de R$ 4,5 milhões em infraestrutura

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Obras integram aniversário de 157 de Várzea Grande. Prefeito se comprometeu a realizar mais 6 km de asfalto no bairro até o final do ano. No aniversário deste ano são 34 eventos e obras que somam R$ 115 milhões em investimentos

Durante as festividades do 157º aniversário da cidade de Várzea Grande, uma cerimônia especial marcou a inauguração das obras de pavimentação asfáltica e drenagem no bairro Jardim Paula II. Com um investimento total de R$ 4,5 milhões, provenientes de financiamento junto à Caixa Econômica Federal pelo FINISA (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento) e recursos próprios municipais, a comunidade celebrou a finalização dos primeiros 3 km de asfalto novo.

O prefeito Kalil Baracat expressou sua satisfação em entregar essas melhorias tão aguardadas pela população. “Entregamos 3 km de asfalto e drenagem, meio-fio e rede de águas pluviais com bueiros, pois era uma região com alta capacidade de alagamentos. Já firmei o compromisso de finalizar a segunda etapa do bairro, em torno de 6 km, da rua Itatiaia até a Goiás, e temos ainda uma interligação com o bairro Jardim Paula até a Avenida Alzira Santana, uma das principais da cidade”, disse ele.

As palavras do Secretário de Viação, Obras e Urbanismo de Várzea Grande, Luiz Celso de Moraes, ressaltaram a importância dessas intervenções para a comunidade. “Essas obras são fruto de um esforço conjunto e de um investimento significativo. Nesta primeira etapa de 3 km de asfalto, realizamos obras de drenagem pesada, implementamos bueiros e concluímos em oito meses de trabalho intenso. Estamos agora em processo de licitação para a segunda etapa, que abrangerá mais 6 km de pavimentação asfáltica e esperamos finalizar ainda neste ano”, afirmou.

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Kalil Baracat lembrou que por se tratar de uma região de altos e baixos e com áreas densamente de várzea, exigiu um elevado valor para drenagem, o que acaba encarecendo o preço do quilômetro de asfalto, “mas pelo benefício para a cidade e para a qualidade de vida das pessoas compensa os investimentos, já que falamos de bairros também com alta ocupação populacional”, frisou ele.

Os moradores expressaram sua gratidão e entusiasmo com as transformações trazidas pelo asfalto. Ledoina Maria José Alfonso da Silva, presidente da Associação de Moradores do Bairro Jardim Paula II, compartilhou: “Esperamos muitos anos pelo asfalto, só temos a agradecer, é uma benção. Acabou a lama, a poeira, trouxe mais qualidade de vida para todos, somos mais de 8 mil famílias aqui”.

Rejane França Correia, moradora do bairro há seis anos, destacou como o asfalto melhorou a acessibilidade e beneficiou sua clínica de fisioterapia. “Facilitou muito para os pacientes chegarem, pois sabemos que muitos vêm de cadeira de rodas, muletas e dependem do asfalto para chegar até aqui. Só tenho a agradecer à prefeitura”.

Alexandrina Esquivel, residente no bairro há 40 anos, compartilhou a transformação que o asfalto trouxe para o local. “Tínhamos uma dificuldade imensa para nos locomover. Essa rua hoje asfaltada era um brejo, era muito difícil de transitar. Vendo assim asfaltado é um sonho. Podemos dizer que é outro bairro depois do asfalto, nossas casas irão valorizar e mais pessoas vão se mudar para cá, construir. Valorizou muito”.

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Essas obras não apenas melhoram a infraestrutura, mas também impactam positivamente a qualidade de vida e o desenvolvimento da região, mostrando o compromisso da gestão municipal com o bem-estar e o progresso da comunidade.

Kalil Baracat agradeceu as parcerias realizadas com o Governo Mauro Mendes, com as bancadas federal no Senado e na Câmara dos Deputados, bem como com a Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores e lembrou que a união destas forças está permitindo que Várzea Grande mude e mude para melhor, pois os investimentos geram emprego e renda, melhoraram a qualidade de vida das pessoas, valorizando seus imóveis e transformam a cidade como um todo.

“Temos obras em todas as regiões e até porque não dizer em todos os bairros, já que temos compromisso em fazer o melhor ao nosso alcance e dentro da realidade econômica e financeira da cidade, mas tudo isto tem acontecido não apenas pelos nossos esforços, mas pela união de todos e porque a população nos deu um voto de confiança que é todo dia respeitado e vem impresso em cada obra e benefício entregue para todos, pis nossa gestão é inclusiva, ou seja, para atender a todos”, frisou Kalil Baracat.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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