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Caderno 2 está com inscrições abertas para crianças e jovens 

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O Caderno 2 neste ano, abre vagas para crianças, adolescentes e jovens, e passa a atender as faixas etárias de 8 a 17 anos. A rotatividade de jovens inscritos no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – que ao completar 14 anos buscam aprendizagem técnica por meio do programa Jovens Aprendiz – além de grande procura das mães que tem filhos de 8 anos, levou a instituição a abrir vagas para esse público em especial. As atividades começam no dia 1 de abril. 

Os interessados em participar das oficinas ofertadas no local, de forma gratuita, devem procurar a unidade e apresentar documentos pessoais do adolescente e responsável, Número de Inscrição Social (NIS), atestado de escolaridade, foto 3×4, e comprovante de endereço. 

A coordenadora da Proteção Especial Básica, Bernadete Miranda informa que estão sendo ofertadas 150 vagas, sendo 75 no matutino e 75 no vespertino. É importante que as famílias procurem o quanto antes a   unidade social para fazer a inscrição, uma vez que as vagas são limitadas. “Neste ano, além de apoio escolar, estaremos oferecendo os participantes poderão realizar as finais de desenho, música, artesanato, balé e muitos mais”, comentou. 

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A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que o Caderno II desenvolve uma ação importante no sentido de promover a inclusão social, visto que os jovens utilizam um período do dia para se dedicar aos estudos nas aulas de reforço escolar, aprender a tocar instrumentos, a desenvolver o raciocínio, a prática de esportes e elevar de autoestima nas várias oficinas realizadas no local. “Muitos pais relatam que o projeto Caderno II ajudou a mudar a conduta dos filhos, que passaram a ter um desempenho melhor em casa e na escola, e esse fator tem transformado e mudado para melhor a vida desses jovens”, destacou Ana Cristina.

Ana Cristina disse ainda que o Caderno 2, além de fortalecer os vínculos familiares e comunitários, o local tem descoberto novos talentos na música, nos jogos de raciocínio, esporte e artes. “Vários participantes estão hoje inseridos no ramo musical e artístico, e isso mostra que o Caderno 2 trabalha a potencialidade dos participantes. E esse trabalho nos enche de orgulho e determinação para atender mais e melhor a nossa população”, completou.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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