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Crianças do Vila Arthur participam de palestra e recebem informativos sobre o trabalho infantil  

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Crianças e adolescentes que participam dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, do polo Vila Arhur, participaram ontem de uma palestra sobre o trabalho infantil. Durante o encontro eles também confeccionaram catavento de cinco pontas, que é o símbolo internacional do combate ao trabalho e à exploração infantil.

A orientadora social, Renita Borges, explica que o trabalho infantil é um dos temas geradores e que são trabalhados no mês junho, especialmente, no dia 12, data de mobilização e conscientização de luta contra o trabalho infantil. “Dessa forma pensamos em não só discutir o tema, mas propor alguns exercícios para que as crianças pudessem lembrar desse dia. Também confeccionamos o catavento, e a atividade foi realizada por todos, inclusive com a participação de mães que aguardavam os filhos”.

A orientadora disse ainda que as crianças ao final das atividades receberam revistinha infantil, com tema abordando também as formas de trabalho infantil. “Apesar da seriedade, o texto produziu de forma lúdica as formas de trabalho infantil, e os prejuízos que esse ato causa nas crianças, numa demonstração de violação de direitos”.

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A coordenadora de Proteção Especial Básica, Bernadete Miranda elogiou o trabalho que todas as orientadoras sociais vêm desempenhando em Várzea Grande. “Elas não medem esforços para realizar as suas atividades e estão todas de parabéns. O nosso Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é referência assim como vários outros projetos e programas sociais realizados em nosso município”.

Ela destacou ainda que além da erradicação do trabalho infantil, outros polos estão trabalhando com esse e outros tema, a exemplo dia mundial do meio ambiente, e das comemorações aos santos Antônio, João e Pedro, com as tradicionais festas juninas”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

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O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

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O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

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Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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