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“Desviando Olhares” reforça o olhar sensível à inclusão em Várzea Grande

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Desviar o olhar, não por indiferença, mas para enxergar de outro modo. Assim nasceu a exposição “Desviando Olhares”, da Associação Nativo Equoterapia, lançada com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), com recursos da Lei Aldir Blanc.

A mostra reúne fotografias, pinturas e objetos que revelam a força e a sensibilidade de pessoas com deficiência, convidando o público a abandonar o capacitismo e enxergar o verdadeiro potencial humano.

Presente na inauguração da exposição, realizada na noite desta segunda-feira (03.11), a assessora especial de Políticas Públicas e Inclusão, Priscila Lima, destacou a importância de ações que fortalecem a representatividade e a valorização das pessoas com deficiência em espaços culturais.

“A Prefeitura de Várzea Grande tem buscado apoiar iniciativas que promovam a inclusão em todas as áreas e a cultura é uma delas. Essa exposição nos convida a mudar a forma como enxergamos as diferenças e a celebrar as múltiplas capacidades humanas. O trabalho da Associação Nativo é inspirador e reafirma o compromisso da gestão municipal com uma cidade mais justa, sensível e acessível para todos”, completou.

A subsecretária de Cultura, Esporte e Lazer, Eva Maria, ressaltou que a exposição reforça o papel da cultura como ferramenta de inclusão e transformação social.

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“A arte tem o poder de abrir caminhos, de dar voz e visibilidade a quem muitas vezes é silenciado. Projetos como o ‘Desviando Olhares’ mostram que a cultura é um espaço de todos e para todos. A Prefeitura de Várzea Grande tem trabalhado para garantir que cada ação apoiada pela SECEL promova não apenas o acesso à cultura, mas também o reconhecimento da diversidade e da capacidade humana”, destacou Eva Maria.

A coordenadora do projeto, Larissa Faria Silva, explicou que o nome da exposição traduz o principal objetivo da iniciativa: provocar reflexão e empatia.

“Desviar o olhar significa, na verdade, olhar de novo perceber o outro para além da deficiência. Cada obra exposta traz um pouco da vivência, da emoção e da superação dos participantes da equoterapia, mostrando que a arte também é uma forma de reabilitação e expressão”, ressaltou.

Presidente da Associação Nativo Equoterapia, Sirley Silva, agradeceu o apoio da Prefeitura e ressaltou a importância do incentivo público para a continuidade de projetos sociais e culturais inclusivos.

“Esse resultado só foi possível graças à sensibilidade do poder público em compreender que inclusão é um investimento em humanidade. A Lei Aldir Blanc e o Edital Pulsar Cultural abriram portas para que nossos alunos e artistas mostrassem seus talentos e se sentissem parte da cena cultural de Várzea Grande”, afirmou.

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A exposição “Desviando Olhares” permanece aberta ao público, no corredor principal da Câmara Municipal de Várzea Grande, em horário comercial, até sexta-feira, com entrada gratuita.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

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O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

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O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

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Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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