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Educação de Várzea Grande se reúne com equipe técnica do FNDE em Brasília

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A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Maria Fernanda de Figueiredo, continua com agenda extensa em Brasília. Nesta terça-feira (24) ela se reuniu com a equipe técnica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para levantar demandas pendentes da pasta e os fomentos que o município necessita para melhorar ainda a estrutura física e equipamentos nas unidades escolares.

“Estivemos, durante toda a manhã, fazendo esses levantamentos e buscando também recursos financeiros para garantir a qualidade da educação básica. O FNDE é uma autarquia que presta assistência técnica, executa políticas educacionais e auxilia em projetos. É um momento para esclarecer dúvidas, conhecer os projetos inovadores, planejar ações e também buscar auxílio para os nossos projetos. A reunião foi produtiva”, avaliou.

A secretária Maria Fernanda disse ainda que, na sua agenda em Brasília, consta visita técnica a uma escola modelo e ao Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Nessa segunda-feira (24), ela participou da solenidade de entrega do Selo Ouro de Compromisso pela Alfabetização. O prêmio Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização é um reconhecimento aos esforços e iniciativas exitosas das secretarias de Educação na formulação e implementação de políticas, programas e estratégias que assegurem o direito à alfabetização das crianças. A iniciativa foi lançada por meio do Decreto nº 12.191, de 20 de setembro de 2024.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

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O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

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O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

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Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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