VÁRZEA GRANDE

Moretti se reúne com empresários que desejam se instalar no Parque Tecnológico

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Complexo será referência nacional e internacional e vai contribuir de forma substancial para que Várzea Grande retome o título de cidade industrial, perdido nas últimas décadas

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu, em seu gabinete, nesta terça-feira (03), empresários e representantes de empresas que desejam estar presentes no Parque Tecnológico. Além da reunião no gabinete, a comitiva de empresários foi in loco até as obras do complexo, localizado no bairro Chapéu do Sol.

A prefeita apresentou o planejamento municipal para o local e também destacou que o Município pretende retomar o posto de cidade industrial. “Precisamos da participação de todos. Junto da minha equipe, farei todo o esforço possível para que vocês estejam conosco. Várzea Grande precisa de todos os parceiros possíveis para se desenvolver e os empresários são partes deste desenvolvimento, gerando emprego, renda e receita para o nosso Município”, disse Flávia Moretti.

“Vale lembrar que as obras da sede estão sendo realizadas pelo governo de Mato Grosso e que a pavimentação asfáltica dos acessos ao Parque – drenagem, piso tátil e rede de esgoto – está sendo realizada pela Prefeitura de Várzea Grande”, destaca a prefeita Flávia. A obra é um dos primeiros projetos destravados pela atual gestão, já que o asfalto sempre foi contrapartida do Município, porém, nunca executada antes.

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A obra recebeu investimentos do Governo na ordem de R$ 18,2 milhões e será referência para o desenvolvimento de inovação para as empresas do Estado, promoção de serviços para indústrias, universidades e comunidade, além de formação e qualificação de pessoas, laboratórios, pesquisa e desenvolvimento. Participaram da reunião CEOs e representantes das empresas: Movere Software, TGA sistemas, NBS Sistemas, Connect, Intelecto sistema, Derevo e Telc telecom.

O empresário da Telc Telecon, Marcelo Cestari, destacou que é fundamental o apoio dado pela Prefeitura. “Fico feliz em ter sido atendido e ouvido pelo Poder Público. Várzea Grande está de parabéns por ouvir nossas demandas, pois desejamos muito atuar aqui dentro do Município”, relata.

O CEO do Parque Tecnológico, Rafael Bastos, afirma que o projeto vai gerar inovação e desenvolvimento para a região. “Aqui, será referência nacional e internacional. O parque já está com parceria fechada com gigantes da tecnologia mundial e queremos também a participação de vocês que já têm empresas em nosso estado e por todo território nacional. Tenho certeza que a prefeita Flávia Moretti e o governador Mauro Mendes estarão unidos para que vocês tenham um importante espaço no Parque Tecnológico”, destaca Bastos.

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O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mario Quidá Neto, pontuou que o complexo foi criado com o objetivo de promover pesquisa e inovação tecnológica, estimulando a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas. “Já estamos elaborando a legislação municipal que disporá sobre o Parque Tecnológico. Tenho a certeza que muitos empresários do ramo da tecnologia se sentirão interessados em vir para nosso município. Em breve, teremos uma grande indústria tecnológica instalada em Várzea Grande”, conta Quidá.

Também participaram da reunião: a secretária municipal de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, o Procurador-Geral do Município, Maurício Magalhães, o subsecretário de Desenvolvimento Urbano e Desenvolvimento Rural Sustentável, Gesenilton Nelo e a subsecretária de Administração, Fabyane Nagazawa.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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