VÁRZEA GRANDE

Ponte que teve cabeceira levada pelas águas é interditada para segurança e levantamento

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Nesta quarta-feira (02), uma equipe de engenheiros retornou ao local para avaliar a estrutura. Os técnicos constataram que a ponte está totalmente comprometida e serão necessárias diversas intervenções para recuperá-la e liberá-la com segurança à população

A Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo de Várzea Grande já está trabalhando para solucionar o rompimento da ponte localizada no bairro Distrito da Guarita, que teve cerca de 12 metros de sua cabeceira destruída na última terça-feira (1°), após as fortes chuvas sobre o Município. A engenheira da pasta, Susan Karen Botelho Moraes, explicou em detalhes o ocorrido, as medidas emergenciais tomadas e os próximos passos para a reconstrução da estrutura, essencial para a mobilidade local.

Devido ao alto risco de novos desabamentos, a ponte foi interditada preventivamente. Ainda na terça-feira, os técnicos constataram que a ponte está totalmente comprometida e serão necessárias diversas intervenções para recuperá-la.

Segundo Susan, a equipe da Secretaria foi ao local ainda na manhã de ontem para avaliar os danos. “Identificamos que, a ponte só não foi levada junto com a cabeceira, por ter sido feito, anteriormente, um reforço na base da estrutura em concreto armado, ação que manteve ela em pé, porém, seu assoalho é todo em madeira”, explicou. O problema ocorreu na cabeceira, que não suportou o volume intenso das chuvas.

“O que identificamos foi que a cabeceira dessa ponte, cerca de uns 12 metros, ou mais, cedeu e foi levada com toda a força da água. Na terça-feira cedo o nível das águas estava muito alto, quase chegando no assoalho da ponte e daí toda aquela cabeceira foi levada”, relatou a engenheira. O fenômeno foi causado pelo aumento repentino do nível do curso d’água que corta a região, agravado pelas fortes chuvas registradas entre segunda e terça-feira.

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A prioridade imediata da Secretaria foi garantir a segurança das pessoas próximas ao local. “No primeiro momento, a gente sempre identifica se teve vítimas, quem está sendo afetado, porque um bem material nós conseguimos resolver”, afirmou Moraes. O único morador diretamente impactado foi retirado do local para evitar que ficasse ilhado, mas o Distrito já conta com uma rota alternativa de saída.

“Acionamos o pessoal da Defesa Civil. Tem apenas um morador no final desse terreno, que ele foi retirado do local, removido dali para ele não ficar ilhado. Atualmente ele já até tem uma outra saída pelos fundos da própria chácara, que é pelo terreno do vizinho”, detalhou. Além disso, outras equipes foram mobilizadas para evitar riscos elétricos ou novos deslizamentos.

AÇÃO – A ponte não comporta nenhum tipo de peso, muito menos de máquinas para fazer uma limpeza, porque a estrutura oferece risco, alertou Susan. A empresa responsável pelas manutenções da Secretaria já foi acionada e fez um primeiro levantamento no mesmo dia do ocorrido.

Agora, o foco é agilizar o reparo, mas sem colocar em risco os trabalhadores. “Dando a ordem de início para a empresa iniciar essa manutenção, cerca de um prazo máximo de 10 a 15 dias, lógico que temos que levar em consideração os fatores climáticos”, disse a engenheira. A empresa contratada é especializada em estruturas de madeira e garantirá um serviço de qualidade, mas as condições do rio ainda estão críticas.

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“A empresa que fará a manutenção é especializada em estruturas de ponte de madeira, e de fato ela não iniciaria um serviço sem uma garantia dessa entrega adequada. Nós precisamos realmente de uma boa condição climática, para que eles também entreguem um serviço de qualidade com uma boa garantia para nós”, reforçou Susan.

Susan destacou que a Secretaria de Obras está atenta a todas as ocorrências, mas que o período chuvoso tem dificultado intervenções mais rápidas. “A Secretaria de Obras está trabalhando no que pode para solucionar os problemas e assim que começar o período da estiagem começaremos a dar as ordens de serviço para as demais pontes e as outras obras realmente começaram a rodar”.

A ponte do Distrito da Guarita é uma das prioridades e a Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo assegura que, assim que o clima permitir, os trabalhos serão iniciados para restabelecer a travessia com segurança e eficiência. Enquanto isso, a população deve evitar o local interditado e seguir as orientações da Defesa Civil.

Em relação ao caso, o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) informa que os sistemas de captação no bairro Distrito da Guarita estão operando normalmente, sem interrupções no abastecimento. A autarquia mantém monitoramento 24 horas por meio de câmeras de segurança no local, garantindo a integridade das instalações.

Quanto à logística operacional, não há necessidade de presença permanente de equipes no local, exceto em casos de manutenção dos equipamentos instalados na balsa. A estrutura é fiscalizada remotamente, assegurando a continuidade dos serviços e a segurança do local.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Resultado das ovitrampas orienta força-tarefa contra o Aedes aegypti em Várzea Grande

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Equipes de Controle de Endemias e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deram continuidade, nesta segunda-feira (10), às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em vários bairros de Várzea Grande. A atividade faz parte da segunda etapa do trabalho realizado por meio das ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e a intensidade da circulação do mosquito no território.

Durante a primeira etapa, realizada no mês de julho, 211 ovitrampas foram instaladas em pontos estratégicos do município. Após cinco dias de exposição, as armadilhas foram recolhidas e encaminhadas ao laboratório, onde os ovos encontrados foram contabilizados e analisados pelas equipes.

A partir dos resultados, foi possível identificar os pontos com maior concentração de ovos do Aedes aegypti. No Setor 1, que contempla a região do Grande Cristo Rei, foram trabalhados os bairros Parque do Lago, Santa Luzia, Santa Clara, Dom Bosco e Cristo Rei, com a delimitação das áreas de foco.

Segundo Roseane Félix, supervisora-geral do Setor 1, no bairro Parque do Lago, por exemplo, foi identificado que o quarteirão 22 apresentou o maior quantitativo de ovos do mosquito e, por isso, foi definido como área prioritária para a atuação das equipes.

A partir dessa identificação, a força-tarefa realizou a delimitação e o bloqueio da área, com o objetivo de eliminar a presença do vetor no quarteirão positivo e nos imóveis circunvizinhos.

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Durante a ação, os agentes percorrem os imóveis de porta em porta, realizando a inspeção de quintais, recipientes que possam acumular água, caixas-d’água e outros possíveis criadouros. Também são realizadas ações de controle mecânico, com a eliminação de recipientes e focos, aplicação de larvicida, quando necessária, e orientação aos moradores.

Roseane explica que o trabalho permite direcionar as ações de campo para as áreas que apresentam maior risco.

“A ovitrampa é uma importante ferramenta de vigilância, porque nos permite identificar onde há maior circulação do mosquito. A partir dos resultados, conseguimos direcionar as equipes para uma atuação mais efetiva, realizando a eliminação dos criadouros, o tratamento quando necessário e, principalmente, orientando os moradores.”

A orientação à população é uma das principais estratégias para evitar a proliferação do mosquito, especialmente antes do período de chuvas, quando aumenta a possibilidade de formação de criadouros. Os moradores são orientados a manter os quintais limpos e sem recipientes com água acumulada, manter as caixas-d’água devidamente tampadas e evitar água parada em pratos de plantas, que devem permanecer secos ou receber areia.

Moradora do Parque do Lago há 40 anos, Conceição Lino, de 65 anos, recebeu as agentes em sua residência e destacou a importância do trabalho de orientação realizado pelas equipes.

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“Eu já conheço elas há muito tempo e já tenho elas como minhas amigas. Acho muito importante o trabalho que elas fazem, a orientação, o conselho e a informação. É um trabalho importantíssimo, principalmente antes que chegue o período das chuvas e aumente os mosquitos. É uma forma de evitar a dengue, a zika e a chikungunya.”

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta do poder público e da população. A eliminação de pequenos pontos de água parada dentro das residências é uma das principais medidas para impedir que o mosquito complete seu ciclo de reprodução.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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