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Prefeita Flávia Moretti recebe atletas medalhistas do Meeting Paralímpico em Várzea Grande

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A prefeita Flávia Moretti recebeu, nesta sexta-feira (29), no Paço Couto Magalhães, atletas do Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande que conquistaram medalhas durante o Meeting Paralímpico, realizado em Cuiabá.

As competições de atletismo ocorreram no Centro Oficial de Treinamento (COT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), enquanto as provas de natação foram disputadas no Complexo Aquático da Arena Pantanal. Ao todo, os atletas conquistaram 60 medalhas nas modalidades de atletismo e natação, reforçando Várzea Grande como uma das principais potências do paradesporto em Mato Grosso.

“É muito bom receber vocês aqui e ver o comprometimento de todos nessa conquista, o incentivo dos pais e o apoio dos instrutores que atuam no dia a dia. Não basta o município fazer políticas públicas, buscar recursos e abrir portas se os pais não entendem a importância que têm na vida dessas crianças, na inclusão pelo esporte e na educação plena. Agradeço e parabenizo a todos por essa conquista e por colocar Várzea Grande em posição de destaque”, afirmou a prefeita.

Flávia Moretti ressaltou ainda que, apesar dos desafios financeiros enfrentados pelo município, a gestão tem buscado emendas específicas para fortalecer o programa Bolsa Atleta e auxiliar as famílias.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que a trajetória das famílias atípicas é desafiadora, mas recompensadora. “É muito gratificante ver que eles se prepararam, competiram e conquistaram medalhas em suas modalidades. Estão todos de parabéns, especialmente os pais, que são fundamentais nessa caminhada”.

A secretária também ressaltou os avanços do município no esporte, especialmente nas modalidades paralímpicas. “O acesso já melhorou, mas ainda precisamos avançar em questões como o Bolsa Atleta, acessibilidade e atendimento especializado na saúde”.

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O superintendente de Esporte e Lazer, Edimilson Piranha, agradeceu o apoio da gestão municipal ao paradesporto. “A gestão tem incentivado e apoiado o esporte paralímpico, e nós, servidores e pais dos alunos, só temos a agradecer”.

Sandra Aparecida da Cruz Rondon, mãe da atleta Mirela, medalhista no arremesso de peso, afirmou que o esporte paralímpico transformou a vida da filha. “Desde que começou a participar das competições, ela evoluiu de forma surpreendente. Ficou mais ativa, comunicativa e passou a se sentir verdadeiramente incluída. Essa integração também é muito importante para as famílias”.

O vereador Charles Caetano parabenizou os atletas e anunciou que irá propor uma Moção de Aplausos em reconhecimento ao desempenho dos medalhistas.

MUTIRÃO DE AVALIAÇÃO

Uma das principais demandas apresentadas pelas mães atípicas é a realização de avaliações por equipe multidisciplinar para emissão de laudos médicos, documento necessário para inclusão das crianças em programas específicos e no esporte paralímpico.

Maria Fernanda informou que o município realizará uma força-tarefa para atender as famílias. “O Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado João Ribeiro Filho fará parceria com a Secretaria Municipal de Saúde para promover um mutirão no Ginásio Fiotão. As crianças matriculadas na rede municipal poderão passar por avaliações necessárias para obtenção dos laudos”, explicou.

Segundo a secretária, a iniciativa faz parte do compromisso da gestão em ampliar o atendimento às famílias. “Nossa obrigação enquanto servidores públicos é atender, dentro das possibilidades, às necessidades de todos os cidadãos”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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