VÁRZEA GRANDE

Prefeita sanciona lei para estimular parcerias entre escolas da rede municipal junto à iniciativa privada

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‘Programa Adote uma Escola’ tem como objetivo incentivar empresas, entidades e organizações da sociedade civil organizada e pessoas físicas em geral a contribuir, de forma voluntária e sem gerar ônus ao Município

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), sancionou, a Lei 5.402/2025 que permite estabelecer parcerias entre o Poder Público e a iniciativa privada, possibilitando melhorias na infraestrutura e na qualidade de ensino nas escolas da rede municipal de Várzea Grande.

De acordo com a lei, de autoria da vereadora Lucélia Oliveira (AGIR), o ‘Programa Adote uma Escola’ tem como objetivo incentivar empresas, entidades e organizações da sociedade civil organizada e pessoas físicas em geral a contribuir, de forma voluntária e sem gerar ônus ao Município, na manutenção, conservação, reforma, ampliação e melhoria dos equipamentos e instalações das unidades escolares.

A prefeita Flávia Moretti explicou que a adoção das escolas municipais pelo ‘Programa Adote uma Escola’ poderá ocorrer por meio de doação de materiais escolares, livros, equipamentos, mobiliários e outros recursos para uso pedagógico.

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A parceria também poderá viabilizar a realização de serviços de manutenção, conservação, manutenção, reforma ou ampliação da infraestrutura escolar, por meio de planejamento, autorização e fiscalização da Secretaria de Educação.

O desenvolvimento de projetos educacionais, culturais, esportivos e tecnológicos também está previsto dentro do ‘Programa Adote uma Escola’. “Todas as ações que podem contribuir para a melhoria da qualidade do ensino e que estejam em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) serão importantes para a implementação deste programa” destacou.

O secretário municipal, Cleiton Santana, informou que o ‘Programa Adote uma Escola’ vai seguir critérios e requisitos para a adesão. “Poderão aderir ao Programa, pessoas jurídicas de direito público ou privado, instituições do terceiro setor, organizações, associações e pessoas físicas interessadas em contribuir para a melhoria e o avanço dos processos de ensino/aprendizagem nas escolas da rede municipal” disse.

Segundo Cleiton, a adoção será formalizada através de um termo de cooperação com a especificação dos compromissos, o prazo de vigência e as condições para a realização das atividades previstas. “Será de responsabilidade da Secretaria de Educação definir critérios e prioridades para a adoção, assim como acompanhar e fiscalizar as ações previstas, assegurar que as atividades estejam em conformidade com a autonomia pedagógica e as diretrizes do ensino público municipal, além de incentivar a participação da comunidade escolar no programa” explicou.

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A prefeita Flávia destacou ainda que os participantes do ‘Programa Adote uma Escola’ poderão ter medidas de contrapartida institucional concedidas como a divulgação dos nomes dos adotantes das escolas em materiais informativos e publicitários veiculados dentro dos princípios da administração pública e a emissão de certificado de Reconhecimento Público pela Prefeitura Municipal de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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