VÁRZEA GRANDE

Prefeitura, Ministério Público e Corpo de Bombeiros unem forças para combater queimadas e promover a limpeza de terrenos baldios

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Na última sexta-feira, dia 4 de março, a 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande sediou uma reunião crucial para o desenvolvimento de estratégias eficazes na prevenção de queimadas e na promoção da limpeza de terrenos baldios. O encontro contou com a presença de representantes de diversas secretarias municipais, Ministério Público e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, demonstrando o comprometimento conjunto das instituições em lidar com um problema crítico em Várzea Grande.

“Estamos todos presentes e unidos para enfrentar esse desafio que impacta diretamente na qualidade de vida da população”, afirmou a procuradora do município, Silvia Martins Rocha, representando a Procuradoria-Geral de Várzea Grande.

A promotora de Justiça Michele Rezende Villela conduziu a reunião e ressaltou a urgência de abordar o elevado número de áreas públicas e privadas sem a devida limpeza, o descarte irregular de entulhos e a prática perigosa de utilizar fogo para a limpeza desses locais. “O alto número de casos de dengue e outros vetores, aliado aos custos financeiros e culturais, tem levado as pessoas a recorrerem ao fogo para limpeza, resultando em queimadas urbanas prejudiciais à saúde e ao meio ambiente”, disse a promotora.

A reunião definiu um cronograma de campanha de prevenção de queimadas urbanas, programado para ocorrer de maio a outubro de 2024, com a possibilidade de extensão conforme necessário. “Nosso objetivo é conscientizar a população sobre a importância da limpeza regular de áreas particulares e promover o cuidado com as áreas públicas não ocupadas e verdes de preservação permanente. Importante lembrar que o uso do fogo em terrenos urbanos é crime ambiental, passível de multa e/ou reclusão de 1 a 4 anos, conforme a Lei dos Crimes Ambientais”, alertou a promotora.

A Secretaria de Gestão Fazendária detalhou sobre o sistema SIGVG Prevenção de Queimadas, destacando a importância desta campanha conjunta entre vários órgãos. “É uma medida necessária para enfrentar esse desafio, e a parceria entre Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Prefeitura é fundamental. Várzea Grande possui aproximadamente 170 mil imóveis, com problemas recorrentes como áreas públicas e particulares com mato alto, notificações não cumpridas, e presença de entulho doméstico”, afirmou Lucinéia dos Santos Ribeiro, secretária de Gestão Fazendária.

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O representante do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, Sargento BMMT Ronaldo Cesar Moreira de Campos, enfatizou a necessidade da coleta regular de lixo e a busca por locais adequados para descarte de resíduos sólidos. Eles propuseram a participação da Câmara de Vereadores, por meio da Comissão de Meio Ambiente, e do Centro de Zoonoses da prefeitura na composição da Campanha de Prevenção às Queimadas Urbanas. “É fundamental que a comunidade se envolva nessa iniciativa, promovendo a coleta de lixo de forma adequada e participando ativamente das ações de prevenção”, destacou o sargento.

A promotora de Justiça também anunciou a elaboração de um e-book com um fluxograma anual de medidas para prevenção e repressão em caso de queimadas, assim como a criação de um Sistema de Informação de dados estatísticos para monitorar o número de ocorrências, atendimentos e casos encaminhados ao Ministério Público.

“Vivenciamos uma situação crítica em Várzea Grande, com áreas públicas e privadas tornando-se propícias para queimadas descontroladas. A união entre a Prefeitura, Ministério Público e Corpo de Bombeiros é essencial para enfrentar esse desafio. A Secretaria de Defesa Social está empenhada em colaborar para a promoção da segurança e bem-estar da população, combatendo práticas que colocam em risco a saúde e o meio ambiente”, destacou o secretário de Defesa Social, Cel. Alessandro Ferreira.

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A iniciativa visa não apenas combater os efeitos imediatos das queimadas urbanas, mas também promover a conscientização e a mudança de comportamento da comunidade, uma vez que o município se destaca por ter uma área total de 938km², com aproximadamente 163km² na zona urbana, tornando a campanha essencial para preservar o meio ambiente e a segurança da população.

Também participaram da reunião: Cintia Serrano, Coordenadora de Gestão de Meio Ambiente da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano; Edipson Morbeck Junior, Coordenador de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano; João Viana, Superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Regularização Fundiária; e, Virdinei da Silva, Subsecretário da Secretaria de Serviços Públicos.

CAMPANHA LANÇADA – Durante a reunião a promotora de Justiça também lançou a campanha “Lote Limpo, Cidade Limpa” em Várzea Grande, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da limpeza regular e correta de lotes e terrenos no município. A campanha aborda não apenas a limpeza, mas também o estímulo ao zelo por áreas públicas não ocupadas, áreas verdes e Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Destinada a toda a sociedade várzea-grandense, a campanha utilizará um protocolo integrado de prevenção, combate e responsabilização dos proprietários de lotes e terrenos sujos, que será publicado como um e-book.

A promotora de Justiça Michelle de Miranda Rezende Villela explicou que o protocolo incluirá um fluxograma de atuação dos agentes nas etapas de fiscalização, notificação, audiência extrajudicial junto ao MPMT e responsabilização, se necessário. A proposta visa atuar de maneira participativa, com a união de esforços das instituições, realizando inicialmente uma campanha educativa e preventiva.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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