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Profissionais são capacitados para melhorar atendimento aos idosos  

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A capacitação é parte de uma estratégia para qualificar o atendimento à população “da melhor idade”, promovendo um cuidado mais resolutivo, acolhedor e integrado

Médicos e enfermeiros que atuam na rede de Atenção Primária da Secretaria de Saúde de Várzea Grande participaram de uma capacitação sobre os cuidados específicos com a pessoa idosa. O curso, ministrado pela enfermeira Selma Lúcia Rocha Ferreira, da Secretaria de Estado de Saúde (SES MT), foi promovido ao longo de todo o dia e trouxe conteúdos teóricos e práticos voltados à estratificação de risco e ao direcionamento adequado do cuidado com os idosos no sistema de saúde.

Pela manhã, os profissionais acompanharam a parte teórica, com destaque para o preenchimento do Protocolo de Estratificação da Pessoa Idosa, ferramenta criada em 2019 que utiliza o Índice de Vulnerabilidade Clínica Funcional (IVCF-20). A metodologia envolve a aplicação de 20 questões que permitem classificar o idoso em diferentes níveis de risco, robusto, com risco de fragilização e frágil, possibilitando à equipe de saúde direcionar o cuidado de forma mais precisa e humanizada.

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Segundo Selma, a proposta é fortalecer o olhar clínico e funcional sobre o idoso, indo além da presença de doenças ou dores. “A saúde da pessoa idosa está diretamente relacionada à sua autonomia e independência. O questionário ajuda a compreender o grau de vulnerabilidade de cada indivíduo e a programar o atendimento com mais eficiência, respeitando o fluxo entre Atenção Primária, Secundária e Terciária”, explicou.

Durante o período da tarde, os participantes trocaram vivências e analisaram estudos de caso, aprofundando a aplicação prática do protocolo no dia a dia das unidades de saúde.

Para a enfermeira Anne Caroline, da Unidade de Saúde de São Matheus, a capacitação foi essencial. “Atendemos muitos idosos na nossa unidade, inclusive com comprometimentos em saúde mental. Esse curso trouxe ferramentas que vão nos ajudar a garantir mais qualidade de vida e bem-estar para os nossos pacientes”, destacou.

O médico Klaudson Mendes também aprovou a iniciativa. Para ele, o conteúdo é diretamente aplicável à rotina das unidades. “A capacitação foi ótima. O tema reflete a realidade das unidades de saúde”, pontuou.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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