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Saúde dá sequência ao Programa de Planejamento Familiar após mutirão de laqueadura

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Além de zerar fila de espera de anos pelo procedimento, Secretaria Municipal amplia atendimento para que mais mulheres possam ingressar e serem 100% atendidas pelo programa

Após o mutirão de laqueadura realizado no dia 13 de setembro, cerca de 30 mulheres foram encaminhadas para a Rede Cegonha, onde já passaram por exames laboratoriais para verificar a aptidão ao procedimento cirúrgico. A partir da próxima semana, as pacientes que estiverem com os exames em dia já serão direcionadas para a cirurgia.

De acordo com a médica Dra. Gabriela Zandonaide, as cirurgias serão realizadas todas as segundas e quintas-feiras, no período da tarde, no Hospital e Maternidade Dr. Francisco Lustosa (Rede Cegonha), até que a Secretaria Municipal de Saúde consiga zerar a fila das mulheres habilitadas. “A cada dia de cirurgia vamos atender, em média, quatro pacientes. Isso vai acelerar os procedimentos e, em pouco tempo, conseguiremos concluir essa primeira etapa”, destacou a médica.

Paralelamente, a Secretaria segue acompanhando mulheres interessadas em ingressar no Programa de Planejamento Familiar. Nessas situações, as pacientes passam por um processo de preparação com a equipe multidisciplinar, que envolve consultas com médico ginecologista, palestras educativas, além do acompanhamento psicológico e social. Concluída essa etapa, elas também estarão aptas para a cirurgia.

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No caso dos homens, três pacientes já foram habilitados para vasectomia. Eles passaram pela primeira consulta médica e já foram encaminhados ao acompanhamento psicológico. Após essa etapa, seguirão para avaliação com o profissional responsável pelo procedimento, considerado menos invasivo e que pode ser realizado no ambulatorial.

O impacto do programa já pode ser medido: na semana posterior ao mutirão, dias 15 a 19, a Secretaria Municipal de Saúde registrou mais 20 atendimentos relacionados ao planejamento familiar, entre palestras para homens e mulheres e consultas médicas.

A Secretaria reforça que a iniciativa busca ampliar o acesso da população a métodos contraceptivos definitivos, sempre com acompanhamento técnico e humanizado, garantindo que a decisão seja tomada de forma consciente e segura.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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