VÁRZEA GRANDE

Unidades de Saúde de Várzea Grande voltam a fazer coleta de sangue

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Conforme anunciado pela secretaria, serviço foi retomado, após mais de dois meses de suspensão

Das 26 unidades básicas de Saúde de Várzea Grande, 16 já retomaram a coleta de sangue no Município. O laboratório que presta o serviço não suspendeu a execução dos seus contratos, porém, as coletas não estavam sendo feitas desde o mês de outubro, sobrecarregando o atendimento nas unidades de pronto atendimento. A expectativa é de que até fevereiro, ou seja, um mês após o início da nova gestão, todas as unidades estejam realizando a coleta.

O superintendente da Atenção Primária, Márcio Frederico, disse que nestes 14 dias de gestão foram feitos vários levantamentos e foi observada essa questão. “Identificamos e de prontidão já determinamos que voltassem esses serviços nos nossos postos de atendimentos”.

Ele reforçou ainda que a secretaria de Saúde já está vendo a questão dos contratos para aumentar e ampliar a oferta desse serviço em todas as unidades básicas de saúde. “Essa é uma determinação da prefeita Flávia Moretti, pois a saúde se tornou prioridade em sua gestão. Dentro dessa diretriz, e a gente quer que até o início de fevereiro todas as unidades básicas possam estar fazendo as suas coletas e prestando todo esse atendimento à população várzea-grandense”, completou.

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O superintendente disse que qualquer pessoa, que for às unidades de saúde, será acolhida e atendida por toda a equipe da Atenção Primária e havendo a necessidade do exame, requerido via receituário, para então o encaminhamento à coleta, e o posterior agendamento.

Márcio Frederico lembra que gestantes, idosos, crianças e pacientes com comodidade associadas, como cardíacos e hipertensos têm prioridades e que faz parte da rotina no atendimento. “Essas pessoas sempre têm prioridade para garantir o mais rápido a coleta no atendimento”.

Confira a lista de todas as unidades de saúde:

Aurília Curvo

Manaíra

Souza Lima

Unipark

Vila Arthur

Água Limpa

Cohab Cristo Rei

Jardim Imperial

Nossa Senhora da Guia

Ouro Verde

Cristo Rei

Jardim Glória

Marajoara

Parque do Lago

Capão Grande

24 de Dezembro

Santa Isabel

Água Vermelha

Cabo Michel

Construmat

Eldorado

Passagem da Conceição

Maringá

Consultório de Rua

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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