VÁRZEA GRANDE

Várzea Grande inicia construção do novo CRAS São Mateus com investimento de R$ 1,7 milhão

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), lançou, na manhã desta quinta-feira (2), a obra do novo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro São Mateus. O investimento é de R$ 1.799.818,48, e a unidade terá 600 metros quadrados de área construída.

Segundo a prefeita, a iniciativa representa mais um investimento da gestão municipal na ampliação e no fortalecimento da rede de proteção social, garantindo melhores condições de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade e ampliando o acesso aos serviços socioassistenciais.

“Esse é um recurso que estava parado desde 2023 por falta de projeto executivo, mas conseguimos destravá-lo. Quando a obra for concluída, deixaremos de pagar aluguel e passaremos a contar com um CRAS próprio. Estamos felizes em iniciar essa obra, que será fundamental para os moradores de toda a região do São Mateus, atendendo idosos, mulheres, crianças e demais pessoas em situação de vulnerabilidade”, destacou a prefeita Flávia Moretti.

A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, afirmou que a obra é aguardada há muito tempo pela comunidade. Segundo ela, além de proporcionar economia anual de R$ 48 mil aos cofres públicos, a nova estrutura oferecerá mais conforto e qualidade no atendimento.

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“Essa obra garantirá um acolhimento ainda melhor às famílias da região. Na verdade, o CRAS não atende apenas o bairro São Mateus, mas também outros 47 bairros. Teremos mais salas e ambientes adequados para prestar um atendimento mais humanizado e acolhedor”, ressaltou.

A gerente do CRAS São Mateus, Elisângela Fagundes, destacou que o novo espaço proporcionará uma estrutura mais adequada para a oferta dos serviços.

“É uma região muito populosa e realmente precisávamos ampliar o CRAS para oferecer mais conforto e acolhimento às famílias”, afirmou.

O presidente do bairro São Mateus, Chico da Saúde, lembrou que a região é uma das mais populosas e também uma das que mais necessitam de políticas públicas.

“Somos a segunda região mais populosa de Várzea Grande e também uma das mais carentes do município. É muito importante receber um CRAS com essa estrutura. Agradeço à prefeita Flávia por atender um antigo pedido da nossa comunidade”, disse.

Moradora da região, Mariluce Santana classificou a construção da unidade como uma conquista para toda a população.

“As famílias da região São Mateus agradecem. É uma grande conquista termos um espaço onde possamos ser acolhidos, buscar capacitação e contar com o apoio do poder público”, declarou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Biblioteca Pública de Várzea Grande inaugura Afroteca para valorizar memória e produção intelectual negra

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A Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda, em Várzea Grande, passa a contar, a partir desta quinta-feira (10), com a Afroteca, uma coleção especializada dedicada à preservação, organização e valorização da história, da cultura, da memória e da produção intelectual negra. O espaço foi apresentado durante evento realizado na tarde desta quinta-feira (10) e representa um novo passo na democratização do acesso à informação e no fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial no município.

Mais do que uma coleção de livros sobre racismo, a Afroteca nasce como um espaço de memória, conhecimento e reparação histórica. O acervo é separado da coleção geral da biblioteca e reúne materiais que permitem ao público conhecer diferentes aspectos da trajetória da população negra no Brasil e no mundo.

A coleção está organizada em três frentes. A primeira é dedicada à produção afro-brasileira e africana, com livros sobre a história da África, a diáspora africana e o período pós-abolição, religiões de matriz africana, literatura negra brasileira e biografias de personalidades negras.

A segunda reúne a produção intelectual negra, com obras escritas por autoras e autores negros, além de teses, dissertações, zines, cordéis e produções da literatura periférica. Já a terceira frente é voltada à memória e às raridades, reunindo documentos, fotografias, jornais antigos da imprensa negra, discos de vinil e outros materiais que ajudam a preservar registros históricos.

Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a criação da Afroteca fortalece o papel da biblioteca como espaço de conhecimento, inclusão e construção da cidadania.

“A Afroteca amplia o acesso ao conhecimento e valoriza uma história que precisa ser conhecida por todos. É um acervo que preserva memória, fortalece a identidade e ajuda a construir uma sociedade mais consciente e respeitosa”, destaca Maria Fernanda.

A superintendente de Cultura, Luh Arruda, ressalta que a construção da Afroteca representa um processo coletivo e reforça o compromisso de Várzea Grande com a valorização da cultura negra.

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“Esse acervo é fruto de uma construção coletiva e nasce com a missão de dar visibilidade à produção e à memória negra. A biblioteca passa a ser também um lugar de encontro com essa história, para que ela seja conhecida, valorizada e preservada”, afirma Luh Arruda.

A construção da coleção também contou com a participação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande (CMPIR/VG). Segundo a presidente do Conselho, Janaína Hellwich, o reconhecimento da importância do acervo começou dentro do próprio Conselho, em diálogo com os conselheiros, com destaque para a atuação da professora Rosana, e avançou por meio da parceria com a Superintendência de Cultura.

“O primeiro passo foi abrir a Afroteca. Agora, precisamos fazer esse conhecimento chegar às escolas e à sociedade, atraindo pessoas negras e não negras para conhecer essa história e contribuir para romper preconceitos”, pontua Janaína.

O bibliotecário Odiley Santiago, que participa da organização e da construção do acervo, destaca que a Afroteca foi pensada para ser um espaço vivo de pesquisa, leitura e descoberta.

“A Afroteca não é apenas uma estante temática. É um acervo especializado que reúne diferentes formas de conhecimento e memória negra, permitindo que o público encontre autores, histórias e registros que muitas vezes não estão presentes nos acervos tradicionais”, explica Odiley.

A partir desta quinta-feira, o acervo está disponível para consulta da população negra e de todos os moradores que tenham interesse em conhecer, pesquisar e se aprofundar na história, na cultura e na produção intelectual da população negra.

A proposta é que a Afroteca também se consolide como ferramenta de apoio às escolas e às ações previstas na Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, contribuindo para ampliar o acesso a conteúdos e referências que valorizem a diversidade e a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira.

Com a abertura do espaço, a Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda amplia seu papel como guardiã da memória e transforma o conhecimento em instrumento de valorização, pertencimento e combate ao preconceito, aproximando a população de uma história que pertence a toda a sociedade.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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