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Várzea Grande leva experiência da agricultura familiar ao Fórum Nacional de Alimentação Escolar em Cuiabá

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A agricultura familiar de Várzea Grande e o fortalecimento da merenda escolar vão integrar as discussões do Fórum Nacional de Conselhos de Alimentação Escolar (FNCAE), que será realizado nos dias 27 e 28 de maio, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O município participa do encontro nacional com destaque para a experiência no incentivo à agricultura familiar e no fornecimento de alimentos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Representando o Município, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, será palestrante na programação oficial do evento. A apresentação ocorre no dia 28, às 11h, com o tema “O papel do gestor municipal no avanço da Agricultura Familiar: Planejamento e Desafios”.

Segundo Ricardo Amorim, a presença de Várzea Grande no fórum reforça o compromisso da gestão municipal com a alimentação escolar de qualidade e com a geração de renda no campo.

“O PNAE é uma política pública que transforma vidas. Quando fortalecemos a agricultura familiar, garantimos alimento saudável nas escolas e também movimentamos a economia rural do município. Atualmente temos cerca de 70 pequenos produtores e agora a associação do Formiqueiro que fornecem FLV – Folhas, Legumes e Verduras para a merenda escolar”, afirmou o secretário.

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O FNCAE reúne conselheiros de alimentação escolar de todo o país, além de representantes de governos, agricultores e especialistas em segurança alimentar. O fórum é considerado um dos principais espaços de debate sobre fiscalização, qualidade nutricional da merenda e fortalecimento das políticas públicas voltadas à alimentação escolar.

Durante o encontro, serão debatidos temas ligados à capacitação dos conselhos, fiscalização da aplicação dos recursos públicos e incentivo à agricultura familiar. O objetivo é ampliar a eficiência do controle social e garantir que os estudantes tenham acesso a uma alimentação adequada e nutritiva.

Ricardo Amorim destacou ainda que Várzea Grande vem consolidando a agricultura familiar como uma das principais fornecedoras do PNAE no município. “Atualmente nossos produtores já fornecem frutas e produtos de caixaria para a merenda escolar por meio das associações. Estamos incentivando cada vez mais a produção local para fortalecer o pequeno produtor e garantir alimentos frescos e de qualidade para os alunos da rede pública”, explicou.

O secretário também ressaltou que cinco expositores da agricultura familiar de Várzea Grande estarão presentes no espaço dos expositores. “Esse diálogo entre os conselhos, os municípios, o produtor e o governo, fortalece as políticas públicas e ajuda os agricultores a entenderem melhor como acessar os programas institucionais. Isso gera desenvolvimento rural sustentável e mais oportunidades para quem vive da produção no campo”, completa.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Audiência pública reúne moradores e aponta desafios para o saneamento de Várzea Grande

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A participação da população foi importante para a audiência pública de atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Várzea Grande, realizada na noite desta quarta-feira (12), no Ginásio Poliesportivo Fiotão. Moradores de diferentes regiões da cidade relataram problemas enfrentados diariamente com o abastecimento de água e apresentaram sugestões e questionamentos que passam a integrar a discussão sobre o futuro do saneamento no município.

Durante o encontro, representantes da FIPE apresentaram um diagnóstico que aponta perdas de até 60% na distribuição e necessidade de até R$ 1,3 bilhão em investimentos para regularizar o abastecimento.

Além da participação presencial, a população também pôde contribuir por meio de consulta pública disponibilizada no site do programa Acelera VG Água. O prazo para envio de sugestões e contribuições pela plataforma foi encerrado nesta quarta-feira (12).

Os moradores relataram períodos prolongados sem água, baixa pressão, irregularidade no fornecimento e dificuldades para armazenar água para as necessidades básicas. Maria do Socorro, moradora do bairro Nova Fronteira, contou que chegou a passar a madrugada tentando conseguir água. Segundo ela, mesmo após informações de que o abastecimento havia sido retomado em parte da região, a água não chegou à sua residência. “Eu fiquei até 1h40 da madrugada lutando sem água. Estou na esperança de amanhã vir água e conseguir ligar a bomba para tentar puxar”, relatou.

No Marajoara, Leila Francisca disse que utiliza uma cisterna para enfrentar a irregularidade no abastecimento, mas ainda precisa recorrer a vizinhos que possuem poço. Já o morador da Vila Arthur, Odílio Domingos da Silva, afirmou que o problema se agravou nos últimos anos. “Agora, nesses últimos 90 dias, está entre cinco e dez dias sem água. Chegamos a ficar 12 dias sem água”, afirmou. Segundo ele, a imprevisibilidade do abastecimento também obriga os moradores a permanecerem em casa para aproveitar os períodos em que a água chega, inclusive durante a madrugada.

Morador do bairro Nova Várzea Grande, Edivaldo João Silva, que vive no município há quase 50 anos, lembrou que as dificuldades com o abastecimento são antigas e manifestou expectativa de que a atualização do plano ajude a mudar essa realidade. Jairo Monteiro Arruda parabenizou a Prefeitura pela realização da audiência e destacou que foi possível identificar problemas que se repetem em diferentes regiões.

Pelo YouTube, Geizibel Campos chamou atenção para situações em que imóveis da mesma rua recebem água em dias diferentes, enquanto Pamela Fernandes relatou problemas com vazamentos no bairro Jequitibá, que, segundo ela, prejudicam o abastecimento.

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Diagnóstico aponta necessidade de grandes investimentos – Durante a audiência, representantes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) apresentaram os estudos que embasam a atualização do PMSB. O levantamento reúne diagnóstico da situação atual, projeções populacionais, demandas futuras, avaliação da capacidade operacional e financeira dos sistemas e alternativas para ampliar investimentos e melhorar a prestação dos serviços.

No abastecimento de água, o estudo aponta que 97,6% da população possui acesso à rede, mas problemas de infraestrutura comprometem a regularidade do serviço. As perdas na distribuição chegam a 60%.

O diagnóstico identificou ainda que sete sistemas de captação precisam de reformas ou adequações e que oito Estações de Tratamento de Água (ETAs) também necessitam de intervenções.

Para regularizar o abastecimento, a estimativa apresentada no documento aponta a necessidade de investimentos entre R$ 800 milhões e R$ 1,3 bilhão, incluindo obras nos sistemas de captação, implantação de reservatórios, reparos na rede de distribuição e intervenções nas estações de tratamento.

No esgotamento sanitário, o cenário também exige investimentos expressivos. Atualmente, apenas 30% da população tem acesso à coleta de esgoto, enquanto a cobertura de coleta e tratamento dos efluentes domésticos está em 16,6%.

O estudo aponta que 12 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) precisam de reformas ou adequações e outras 12 estão inoperantes ou necessitam ser desativadas. Mesmo após a readequação do sistema existente, ele seria capaz de atender cerca de 50% da demanda real, o que demonstra a necessidade de expansão da rede.

Os investimentos estimados para o setor de esgotamento sanitário variam entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, destinados principalmente à ampliação da rede, reforma e construção de estações de tratamento.

Participação popular ajuda a definir próximos passos – A audiência pública encerra uma etapa importante do processo de atualização do PMSB, ao permitir que o diagnóstico técnico seja apresentado à sociedade e confrontado com a realidade vivenciada pelos moradores.

“As contribuições apresentadas durante o encontro serão consideradas no processo de consolidação do plano, que estabelece diretrizes, metas e ações para o saneamento básico do município. Após essa etapa, a atualização do PMSB será encaminhada à Câmara Municipal de Várzea Grande, onde deverá ser analisada e votada pelos vereadores. Se aprovada, a proposta irá se transformar em lei e servir de base para a escolha do novo modelo de gestão par aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade”, detalhou a secretária Ina de Maria.

Responsável pelo acompanhado de todos os trabalhos que estão sendo realizados pela FIPE, INa de Maria pontua que “mais do que a aprovação de um documento, o processo representa a definição de uma estratégia de longo prazo para enfrentar problemas que fazem parte da rotina de milhares de famílias. A expectativa é que o planejamento técnico, aliado à participação da população, ajude a transformar as demandas apresentadas em obras, investimentos e melhorias efetivas nos serviços de água e esgoto de Várzea Grande”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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