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Japão vence a Alemanha na estreia da Copa do Catar

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Os japoneses conseguiram virada histórica diante dos tetracampeões mundiais e primeira vitória no Qatar 2022, nesta quarta-feira (23.11).

  • Japoneses derrotam tetracampeões na estreia

  • Gundogan, de pênalti, fez o gol alemão; Ritsu Doan e Asano viraram o jogo

  • Alemanha enfrentará a Espanha na próxima rodada; Japão mede forças com a Costa Rica

Alemanha 1 – 2 Japão

Gols : Gundogan (30 do 1º Tempo), para a Alemanha; Doan (30 do 2º Tempo) e Asano (38 do 2º Tempo), para o Japão

Quatro anos depois, o mesmo resultado. Após perder em 2018, a Alemanha voltou a ser derrotada na estreia da Copa do Mundo FIFA de 2022. Dessa vez, o algoz foi uma valente seleção do Japão, que buscou uma grande virada em menos de dez minutos.

Dispostos a evitar uma surpresa como na Rússia, os comandados de Hansi Flick tomaram a iniciativa no começo da partida e não demoraram a encontrar o caminho do gol. Com pouco mais de meia hora de bola rolando, Gundogan, de pênalti, abriu o placar.

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O segundo tempo começou muito equilibrado entre os dois tempos. A Alemanha buscava o segundo gol, mas corria riscos no contra-ataque. E foi justamente assim que o Japão esperava sua vitória. Aos 30 minutos, Doan aproveitou a bola que sobrou dentro da área e estufou a rede de Neuer. Aos 38, foi a vez de Asano mudar os rumos do jogo. O atacante dominou a bola em profundidade, avançou pelas costas da defesa alemã e venceu no alto, sem chances de defesa.

Com o jogo empatado em 1 a 1, o Japão começou a se aventurar em busca da virada. Aos 38 minutos do segundo tempo, uma chance se ofereceu para Takuma Asano, que não desperdiçou. O atacante japonês invadiu a área e chutou forte, no alto, para superar o goleiro Neuer e virar o jogo.

Número

Apenas oito minutos se passaram entre o primeiro e o segundo gol do Japão na partida. O curto intervalo simboliza a forte pressão definida pelos japoneses naquele momento da partida. As mudanças do técnico Hajime Moriyasu mudaram a partida, e os jogadores só precisaram desse período para levar isso para o placar. Essa foi a primeira vitória de virada do Japão em toda a história da Copa do Mundo.

Fonte: Agência Esporte

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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