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8ª Mostra Quariterê de Cinema exibe produções de realizadores negros e indígenas no Cine Teatro Cuiabá

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A 8º Mostra Quariterê de Cinema apresenta uma série de produções audiovisuais de realizadores negros e indígenas, entre esta sexta-feira e domingo (13 e 15.3), no Cine Teatro Cuiabá.

Com o tema “A Memória como Tecnologia de Resistência”, o evento expõe diferentes formas de olhar para memória, território e identidade a partir do cinema. A edição conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) via emenda parlamentar.

“A Mostra é um espaço para conhecer essas produções, ampliar o contato com outras narrativas e fortalecer o cinema feito fora dos circuitos tradicionais”, enfatiza Juliana Segóvia, membra do Aquilombamento Audiovisual Quariterê, que realiza o evento.

Juliana também explica o tema da edição “A Memória como Tecnologia de Resistência”, destacando a importância do cinema como espaço de disputa, registro e permanência de histórias que muitas vezes são apagadas ou silenciadas.

“Povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais sustentam, há milênios, modos de viver e transmitir saberes que atravessam o tempo, nas histórias orais, nas ruínas e nas paredes antigas das cidades, nas práticas de trabalho e nas criações coletivas. É relevante compreender quem são as pessoas que ergueram as construções das cidades brasileiras através das mãos, braços e saberes das populações racializadas”.

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A abertura oficial da 8º Mostra Quariterê ocorrerá na sexta-feira (13), às 19h. Em seguida, terá início a exibição de filmes selecionados para a mostra competitiva. No sábado (14), a sessão de filmes retoma às 19h, e no domingo (15), às 18h. Nos três dias, após as exibições, a programação prossegue na Praça da Mandioca, com shows de artistas locais.

Integram a mostra competitiva filmes vindos de todo o país, como os documentários ‘Tukum’ (BA) e Akaiuti (RN), a ficção ‘Da sua, Maria’ (RJ) e a animação ‘Coisa de Preto’ (SE). Representando Mato Grosso estão a videoarte ‘Corpo que Dança’, o documentário ‘Mopai Pjuta Ãkakjey’ e a animação ‘Cidade dos Rabiscos’.

Além da exibição de filmes, a programação contou com ações formativas ofertadas em datas que antecederam o evento, entre as quais oficinas de Assistência de Direção e de Edição. No sábado (14), às 16h, na sala Anderson Flores do Cine Teatro Cuiabá, a masterclass Soberania do Imaginário, com Juh Almeida, encerra a agenda formativa do evento.

Mais informações no instagram do Aquilombamento Audiovisual Quariterê (@quaritere)

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Sobre o Instituto Quariterê


Criado em 2017, o Instituto Quariterê é formado por pessoas pretas, pardas e indígenas atuantes no audiovisual de Mato Grosso. Nasceu da necessidade de discutir e propor ações em torno das questões raciais e suas intersecções, gênero, sexualidade, geração e classe, dentro do cinema.

Desde então, vem se consolidando como um espaço de formação, articulação e enfrentamento das desigualdades no setor. O Instituto busca fomentar políticas públicas que garantam a presença de pessoas negras, indígenas e outras populações racializadas em todas as etapas da cadeia produtiva do audiovisual.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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