A Polícia Civil, em ação conjunta com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Vigilância Sanitária, realizou, nessa terça-feira (21.10), uma fiscalização em comércios de Água Boa e região dentro uma investigação que apura uma possível contaminação de bebidas alcoólicas no município.
A investigação teve início após a Polícia Civil ser acionada pela Vigilância Sanitária com a denúncia de que várias pessoas passaram mal logo após ingerirem bebidas alcoólicas, nos dias 11 e 14 de outubro. Uma das vítimas, inclusive, está internada em Goiânia (GO).
Diante da situação, a equipe da Delegacia de Água Boa iniciou as investigações, identificou o estabelecimento e, na segunda-feira (20.10), apreendeu um dos frascos da bebida suspeita de contaminação.
Em continuidade das investigações, nessa terça-feira (21.10), a Polícia Civil, a Politec e a Vigilância Sanitária realizaram uma ação conjunta de apreensão e fiscalização no estabelecimento comercial e identificaram várias garrafas falsificadas, que foram apreendidas para análise.
O gerente do estabelecimento foi encaminhado para a delegacia, onde foi ouvido. As amostras das bebidas foram encaminhadas para a Politec, em Cuiabá, que está realizando a análise técnica do material.
“Ainda não há a confirmação de que seja Metanol, essa análise técnica vai ser realizada pela Politec, em Cuiabá, vai demorar ao menos uma semana para sair o resultado”, informou o delegado Bruno Gomes Borges, de Água Boa, responsável pela investigação do caso.
Também foram realizadas ações em estabelecimentos comerciais em cidades vizinhas, onde foram encontradas garrafas do mesmo whisky falsificado, que foram apreendidas.
“A Polícia Civil aguarda o resultado da perícia, as vítimas serão ouvidas e os prontuários médicos serão analisados para dar prosseguimento às investigações”, finalizou o delegado Bruno.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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