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Ação conjunta promove atendimentos a indígenas xavantes de Campinápolis

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A 26ª Zona Eleitoral aderiu a uma ação social conjunta promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Campinápolis, para realização de atendimento aos povos indígenas da etnia xavante. A ação terá início nesta terça-feira (14.10) e seguirá até o dia 19 de novembro, conforme cronograma que será detalhado a seguir. 

 

Os serviços eleitorais começarão pela Aldeia Indígena Aldeiona e ocorrerão nos dias 14 de outubro e 04 e 05 de novembro, das 9h às 17h. Em seguida, o mutirão seguirá para a Aldeia Indígena Campinas, com atendimentos nos dias 15 de outubro e 18 e 19 de novembro, das 9h às 17h. 

 

Posteriormente, a equipe da Justiça Eleitoral atenderá a Aldeia Indígena Santa Clara, nos dias 16 de outubro e 07 de novembro. A próxima a ser atendida será a Aldeia Indígena São Pedro, nos dias 21 e 22 de outubro. O mutirão será encerrado na Aldeia Indígena Estrela, nos dias 23 e 24 de outubro. Em todas, o horário será o mesmo: das 9h às 17h. 

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A estimativa é atender, ao todo, 826 pessoas, contemplando as cinco maiores aldeias do município de Campiniápolis. A Aldeia Indígena Aldeiona e a Aldeia Estrela são as mais distantes da sede da 26ª Zona Eleitoral, em Nova Xavantina, com registros de 160km e 150km, respectivamente. A Aldeia Campinas está a 145km da sede do Cartório Eleitoral, enquanto a Aldeia São Pedro fica a 133km e a Aldeia Santa Clara dista 110 km. 

 

A juíza da 26ª Zona Eleitoral, Tabatha Tosetto, ressaltou que o Cartório está empenhado no projeto Biometria 100%, que prevê a ampliação do cadastramento biométrico em Mato Grosso, e tem desenvolvido diversas ações neste sentido. “Entendemos que a participação desta Justiça Eleitoral na ação, por meio da 26ª Zona Eleitoral, é salutar e poderá colaborar especialmente para o aumento do número de eleitores e eleitora com biometria cadastrada no município”. 

 

É importante ressaltar que, conforme consta no edital assinado pela juíza eleitoral, “por tratar-se de comunidades indígenas, normalmente carentes de recursos, somado ao fato da inexistência de mecanismos que possibilitem o recolhimento, o pagamento das multas eventualmente existentes será dispensado, sob pena de inviabilizar a efetivação dos atendimentos”.  

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Outros serviços 

 

Além do MP-MT, a iniciativa conta com a parceria da Prefeitura de Campinápolis, que fará o transporte dos servidores(as) até a localidade de atendimento, além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que dará suporte logístico. Outros órgãos estarão presentes, como Receita Federal, Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) e a Assembleia Legislativa (ALMT), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Educação, Câmara Municipal, Tribunal de Justiça (TJMT), Junta Militar, Ouvidoria Geral do MP-MT e Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: Imagem aérea da Aldeia Indígena Aldeiona, que mostra algumas árvores em destaque e a Escola Estadual Indígena Aldeiona, identificada com este nome.  

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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