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Ação de registro civil em Mato Grosso recebe apoio do TRE-MT: Presidente e vice-presidente visitam locais de atendimento

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) está participando ativamente da Semana Nacional do Registro Civil, que acontece de 8 a 12 de maio em Cuiabá. Essa iniciativa reúne diversas instituições públicas em um esforço conjunto para combater o sub-registro civil de nascimento e promover o acesso à documentação civil básica, com foco especial na população socialmente vulnerável.

Em Mato Grosso, o atendimento está sendo realizado em dois locais: FATEC e na Fundação Nova Chance. Em ambos os locais, foram montados postos eleitorais para oferecer uma variedade de serviços à população, incluindo regularização da situação eleitoral, emissão de certidões, alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral e atualização cadastral.

Para conhecer melhor a iniciativa e acompanhar de perto o atendimento aos eleitores, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, e a vice-presidente e corregedora, desembargadora Serly Marcondes Alves, estiveram presentes nos locais de atendimento.

“A Justiça Eleitoral sempre será parceira de iniciativas que visam oferecer e facilitar o acesso da população aos serviços públicos. Uma de nossas missões é garantir a todo cidadão o título eleitoral, que lhe possibilita escolher seus representantes e participar ativamente das mudanças que deseja ver em seu país. Ciente disso, o TRE-MT amplia suas unidades de atendimento, adere a iniciativas como o “Registre-se” e realiza mutirões em locais de difícil acesso, principalmente, durante os anos eleitorais. Vamos intensificar esse trabalho e implementar novas ações que nos tornem uma instituição cada vez mais acessível a todos os eleitores”, destacou a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

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A vice-presidente e corregedora eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, também ressaltou a importância do título eleitoral e a concretização de projetos como o “Registre-se”. “Queremos trabalhar preventivamente, levando a população a repensar seu papel social, seu papel eleitoral. Esse direito deve estar ao lado dos demais direitos, e não em segundo plano. Tão importante quanto ter uma carteira de identidade ou uma certidão de nascimento é ter o título de eleitor”.

A ação “Registre-se”, que ocorre pela primeira vez em Mato Grosso durante a Semana Nacional do Registro Civil, está em conformidade com o Provimento TJMT/CGJ n. 08/2023, editado em cumprimento ao Provimento-CNJ n. 140/2023. Coordenada pelo CNJ, a iniciativa é promovida pela Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e conta com a participação de diversos parceiros, além do TRE-MT, como a Prefeitura de Cuiabá, Defensoria Pública de Mato Grosso, Polícia Federal e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), entre outros.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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