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Aeronaves já lançaram 4 milhões de litros de água no combate a incêndios florestais em MT

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O uso de aeronaves e helicópteros tem sido essencial na estratégia de combate aos incêndios florestais em Mato Grosso, pois possibilita o acesso a áreas remotas e amplia a capacidade de resposta das equipes em solo. Desde o início do período proibitivo para o uso do fogo, em julho, 4,1 milhões de litros de água foram lançados sobre os focos ativos.

Coordenadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), as operações aéreas totalizam 589 horas de voo e 1.649 lançamentos de água. Atualmente, cinco aeronaves e um helicóptero estão em operação em diferentes regiões do Estado, incluindo o Parque Estadual da Serra Azul e a Serra do Roncador, ambos em Barra do Garças, além do município de Santo Antônio de Leverger.

No Parque Estadual da Serra Azul, o combate foi intensificado com o reforço de uma terceira aeronave, totalizando, até o momento, 45 horas de voo e aproximadamente 375 mil litros de água lançados sobre as áreas atingidas pelas chamas. Um helicóptero também está sendo utilizado para apoiar a infiltração das equipes em regiões de difícil acesso.

Na Serra do Roncador, a aeronave em operação já acumula 92 horas de voo, com mais de 505 mil litros de água utilizados no combate ao fogo. Atualmente, o foco está sob controle, com as chamas contidas dentro de uma área delimitada e risco mínimo de propagação para novas regiões. A situação segue sendo monitorada pelas equipes.

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Já em Santo Antônio de Leverger, onde o fogo teve início na segunda-feira (15.9) e atinge uma fazenda, a resposta foi imediata com uma aeronave rapidamente mobilizada para atuar na contenção dos focos e impedir o avanço das chamas.

De acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, o emprego coordenado dessas aeronaves permite otimizar a eficiência do combate, garantindo precisão na aplicação dos recursos e maximização dos esforços nas ações de combate.

“Empregamos as aeronaves de forma estratégica para que a água atinja diretamente as chamas e também umedeça o solo, garantindo o avanço seguro das equipes por terra. Esse apoio aéreo potencializa as operações e é fundamental para o controle dos incêndios”, explicou o comandante.

As aeronaves utilizadas são equipadas com sistemas especializados para o combate aos incêndios florestais, incluindo tanques de grande capacidade para armazenamento. Os aviões realizam voos táticos de baixa altitude para que o lançamento de água atinja diretamente as linhas de fogo.

Já o helicóptero, por sua vez, oferece maior flexibilidade para infiltração tática das equipes em áreas de difícil acesso, permitindo o transporte rápido de bombeiros militares e equipamentos essenciais até pontos estratégicos no solo.

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Investimentos

Além do reforço aéreo, o Corpo de Bombeiros dispõe de efetivo de 1.420 bombeiros militares, com reforço de 150 brigadistas estaduais temporários e 100 brigadistas municipais.

A corporação também conta com 80 viaturas especializadas no combate a incêndios florestais e oito aeronaves, que podem operar simultaneamente. Também estão em uso maquinário, aeronaves, brigadistas e diversos recursos em conjunto com parceiros.

Um dos principais instrumentos dessa integração é o Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), que permite a mobilização rápida e eficaz da estrutura de combate aos incêndios florestais. O sistema já conta com aproximadamente oito mil recursos cadastrados.

Essas medidas fazem parte do investimento de R$ 125 milhões do Governo de Mato Grosso para ações de combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal em todo o território mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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