O governador Mauro Mendes ressaltou, nesta quarta-feira (04.04), durante a inauguração do novo pronto atendimento infantil do Hospital Estadual Santa Casa, que a reforma garantiu um espaço mais amplo e acolhedor para as crianças. A entrega contou com a presença da madrinha da nova ala pediátrica, a primeira-dama Virginia Mendes.
Mauro Mendes afirmou que a obra, que teve um investimento de R$ 3 milhões do Governo do Estado, conseguiu ampliar a capacidade de atendimentos diários de 70 para 120. Ele parabenizou a equipe da Secretaria de Saúde (SES) pela boa gestão que tem feito não apenas na capital, mas em todo o Estado.
“O Governo do Estado assumiu esse hospital em 2019, porque a prefeitura deixou fechar por falta de repasses. Quero agradecer aos servidores da SES pelo trabalho que têm feito frente à Santa Casa e em outras regiões em benefício da população. Os atendimentos nesta unidade não pararam, mesmo com as obras de revitalização, e agora temos um espaço mais amplo e acolhedor. Isso mostra que temos cumprido o nosso papel”, destacou.
O governador lamentou a situação em que se encontra a saúde de Cuiabá três meses após o fim da intervenção do Estado, quando o Poder Executivo Estadual já havia sanado boa parte dos problemas existentes.
“O serviço da cidade colapsou novamente. Praticamente não existe atendimento pediátrico nas UPAs. O Estado está trabalhando e procurando alternativas para minimizar o impacto. Espero que o próximo gestor possa restabelecer a ordem na saúde e fazer tantas outras áreas voltarem a funcionar”, disse.
Mauro relembrou ainda o período em que era prefeito de Cuiabá, entre 2013 e 2016, quando a capital não contava com nenhum hospital estadual e a prefeitura “tocava sozinha” a saúde pública.
Além da ampliação da ala pediátrica do Hospital Estadual Santa Casa, o governador já entregou 220 novos leitos no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, bem como a modernização das seguintes unidades: Lar Doce Lar, Rede de Frio, Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSI) e Superintendência de Vigilância em Saúde.
O Governo de Mato Grosso também está reformando e modernizando todos os hospitais regionais existentes e o Hospital Adauto Botelho. É também o único estado com seis grandes hospitais em construção: Hospital Central e Júlio Muller, em Cuiabá, e os regionais de Alta Floresta, Juína, Tangará e do Araguaia, em Confresa.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.