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Após desmobilização, governador parabeniza força-tarefa: “As consequências foram duras para quem afrontou o povo de MT”

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O governador Mauro Mendes parabenizou as forças de Segurança de Mato Grosso que estavam na captura dos envolvidos nos ataques à cidade de Confresa, em abril.

A força-tarefa, que também contou com o apoio das polícias de Tocantins, Goiás, Pará e Minas Gerais, foi desmobilizada nesta semana. No total, cinco foram presos e 18 acabaram vindo a óbito durante confronto com os agentes policiais.

“O recado foi claro: temos e vamos continuar tendo tolerância zero com a criminalidade. O que esses criminosos fizeram foi um atentado contra Mato Grosso e os mato-grossenses. Eles tentaram promover um grande roubo e não conseguiram nada. As consequências foram duras para quem ousou afrontar o povo de Mato Grosso”, relatou.

Mauro Mendes agradeceu a coragem e determinação dos mais de 350 agentes policiais envolvidos na operação, batizada de “Canguçu”, em especial aos 130 policiais mato-grossenses que atuaram diretamente na missão.

“Esses homens e mulheres arriscaram suas vidas para enfrentar um grupo de criminosos fortemente armados. E mostraram que aqui em Mato Grosso bandido não se cria. Parabéns a todos que colaboraram nessa missão, que agora se encerra de forma honrosa”, completou.

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Conforme o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, as forças operacionais que estavam em Marianópolis (TO) foram desmobilizadas, mas as investigações continuam.

“Foram mais de 40 dias de operação contra os envolvidos nesse terrorismo que fizeram em Confresa. Desde o primeiro dia, o governador nos determinou essa grande operação conjunta. É uma operação que ficou para história não só do nosso estado, mas do país, pois foi a primeira grande ação conjunta entre esses estados para dar uma resposta à criminalidade. A operação continua através das perícias da Politec, e investigações da Polícia Civil, porque há mais pessoas a serem presas”, destacou.

Roveri reforçou que o Governo de Mato Grosso aportou todos os investimentos necessários para o sucesso da operação.

“Enviamos aeronaves, viaturas e até uma base móvel de comunicação digital, tecnologia que só Mato Grosso e Rio de Janeiro têm. Foi um investimento alto e que deu um aviso contundente: não venham para Mato Grosso cometer crimes, porque Mato Grosso está preparado para dar essa resposta”, descreveu.

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A operação Canguçu também conseguiu apreender 26 armas, dentre elas dois fuzis .50 e 11 AK-47, 67 bananas de dinamite, carregadores, milhares de munições, coletes balísticos, capacetes balísticos, materiais explosivos e detonadores, além de coturnos, luvas, joelheiras, cotoveleiras, balaclavas e mochilas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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