Artesãos mato-grossenses expõem, pela primeira vez, produtos da cultura do Estado na 56ª Feira Internacional de Artesanato e Decoração (Feincartes), realizada até o dia 28 de maio, no Centro de Convenções, em Florianópolis (SC). O estande de Mato Grosso, financiado com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), é um dos maiores do evento, em número de peças expostas.
Ao todo, 40 artesãos mato-grossenses divulgam os produtos a centenas de visitantes na capital de Santa Catarina. Além da arte indígena, cuiabana e pantaneira, eles também apresentam Mato Grosso por meio de retratos das belezas naturais do Estado e de elementos da flora e fauna mato-grossenses.
“Pela primeira vez Mato Grosso participa de uma feira na região Sul e, ainda, com recursos do Governo do Estado. Isso representa a valorização da atual gestão com o nosso trabalho e nossos produtos. Em outras épocas, dependiamos somente de recursos do Governo Federal, e esse apoio do governo estadual, em destinar recursos em uma feira internacional, no nível dessa, é algo que nos motiva. Estamos muito felizes em mostrar nosso Estado na Feincartes. É uma grande oportunidade ter esse espaço, tão disputado e prestigiado pelos grandes apreciadores de artesanato”, afirmou a coordenadora do Programa de Artesanato de Mato Grosso, Lourdes Sampaio.
Os artesãos mato-grossenses fazem parte dos mais de 230 expositores presentes na Feincartes, que reúne peças de 17 estados brasileiros e de 15 países. Compõem a comitiva mato-grossense expositores de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Sorriso, São José do Rio Claro, São José do Xingu, Barra do Bugres, Poconé, Chapada dos Guimarães, Porto dos Gaúchos, Poxoréu e Canarana.
Em três dias de feira, os artesãos do Estado já comercializaram cerca de R$ 30 mil com a venda de peças que variam entre R$ 10 a R$ 4,5 mil. Quem visitar a exposição encontrará produtos exclusivos, confeccionados em madeira, cerâmica, cestaria, dentre outros.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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