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Bombeiros resgatam corpo de adolescente após afogamento em lago

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou e resgatou, na noite de sexta-feira (10.4), o corpo de um adolescente de 17 anos que havia se afogado no Lago Bets, no município de Querência (a 755 km de Cuiabá).

O jovem se afogou quando tentou atravessar o lago, ao lado de um amigo, na tarde de quinta-feira (9). Durante a travessia, ele não conseguiu completar o percurso e acabou submergindo, não sendo mais visto desde então.

Assim que acionados, os militares da 4ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (4ª CIBM) e do 2º Pelotão Independente de Bombeiros Militar (2º PIBM) iniciaram uma operação intensiva de busca. A equipe atuou com o emprego de técnicas especializadas de mergulho e varredura subaquática, além da utilização de embarcação, iniciando os trabalhos a partir do ponto indicado como o local do afogamento.

O corpo foi localizado após emergir naturalmente, em decorrência do processo biológico, sendo prontamente identificado pela equipe. Na sequência, os bombeiros realizaram o resgate e fizeram a entrega do corpo à Polícia Civil para os procedimentos legais.

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Orientações

O Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância de cuidados em ambientes aquáticos. Atravessar rios, lagos ou represas a nado pode ser perigoso, especialmente em locais desconhecidos, e o risco é ainda maior para pessoas que não sabem nadar ou não possuem preparo físico adequado.

A orientação é evitar esse tipo de situação de risco, respeitar os próprios limites e nunca entrar na água sem segurança. Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros Militar deve ser acionado imediatamente pelo telefone 193.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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