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Bombeiros usam água e enterram fardos de algodão para conter incêndio

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite de quinta-feira (16.10), um incêndio que atingiu fardos de algodão armazenados em uma fazenda nas proximidades da rodovia MT-130, em Primavera do Leste (a 234 km de Cuiabá). Os militares precisaram utilizar uma técnica pouco convencional, de abafamento com terra, além do uso de água, para evitar que as chamas se alastrassem.

A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por volta das 20h30 pelo proprietário da fazenda, que relatou que um raio atingiu uma árvore e, em seguida, as chamas se espalharam até os fardos de algodão.

Devido à alta inflamabilidade do algodão, o fogo se propagou rapidamente e os próprios funcionários iniciaram os primeiros esforços para controlar as chamas. Ao chegarem ao local, os bombeiros militares encontraram cerca de 50 trabalhadores atuando no combate, com apoio de três pás carregadeiras, três caminhões-pipa e uma retroescavadeira.

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Para evitar que o fogo se alastrasse, os bombeiros utilizaram técnicas de combate direto com água e recorreram ao enterramento dos fardos como forma de abafamento das chamas. Foi utilizado uma viatura Auto Tanque, com capacidade para mais de 20 mil litros de água, para resfriar os fardos enquanto as máquinas da fazenda os deslocavam para uma vala aberta na propriedade.

A medida teve como foco eliminar totalmente os focos de calor e evitar que o incêndio atingisse os demais fardos nas proximidades. A operação conseguiu preservar mais de 4 mil fardos de algodão armazenados na fazenda. Ninguém ficou ferido.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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