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Cartório Eleitoral de Cáceres mantém horário ampliado até 31 de outubro

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O Cartório da 6ª Zona Eleitoral de Cáceres continuará com o horário de atendimento ampliado até o dia 31 de outubro de 2025, funcionando das 7h30 às 17h, de segunda a sexta-feira. A medida dá continuidade à ação iniciada em 15 de setembro, que busca facilitar o acesso da população aos serviços da Justiça Eleitoral e incentivar o cadastramento biométrico.

A prorrogação do atendimento estendido foi autorizada pela Presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso após a boa adesão registrada no primeiro período de funcionamento ampliado, de 15 de setembro a 1º de outubro. Nesse intervalo, o cartório realizou 782 atendimentos, sendo 512 no turno da manhã e 270 no período vespertino — o que representa 65,5% e 34,5% do total, respectivamente.

O juiz eleitoral Antônio Carlos Pereira de Sousa Junior, titular da 6ª Zona, destacou que a ampliação do horário busca garantir mais comodidade à população e contribuir para que o município alcance a meta de 98% de eleitores com biometria cadastrada até dezembro deste ano.

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Atualmente, o eleitorado apto de Cáceres é de 60.602 pessoas, das quais 56.318 (92,90%) já têm biometria cadastrada e 4.301 (7,10%) ainda não realizaram o registro.

O investimento no cadastro biométrico integra as estratégias do Tribunal para ampliar o número de eleitores regularizados em Mato Grosso e fortalecer o compromisso institucional com a cidadania e a inclusão eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PraTodosVerem: A imagem mostra a entrada do Cartório da 6ª Zona Eleitoral, em Cáceres (TRE-MT), que funciona no mesmo prédio da Defensoria Pública da União (DPU). O local é cercado por grade branca, onde está afixado um cartaz de campanha de incentivo ao cadastro biométrico. 

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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