MATO GROSSO

Casal de agricultores alia produção de melancia e tomate com safra de milho e tem colheita farta

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No Assentamento Rural Coqueiral Quebó, no município de Nobres (a 146 km de Cuiabá), o casal de agricultores Adair Cassilio de Oliveira, de 60 anos, e Maria Aparecida de Oliveira, de 47, diversificam a produção e alternam o plantio de milho com melancia e tomate. Os resultados têm sido bastante positivos e a previsão é colher nesta safra 30 toneladas do fruto por hectare, no Sítio Oliveira. Cada fruto pesa em média 15 kg e possui todas as qualidades que o consumidor procura.

Desde 2008, a família cultiva melancia na propriedade. Adair conta que pretende ampliar o cultivo para cinco hectares, em uma área toda irrigada e chegar a produzir 40 toneladas por hectare. A produção é vendida a R$ 2 o kg, nos municípios de Cuiabá, Nobres, Rosário Oeste e outros. A colheita desta safra encerra no final de janeiro. “Ficamos surpresos com esta colheita devido ao peso, algumas melancias chegaram a pesar 17 kg. Estamos comercializando carga fechada com 10 toneladas de melancia”, afirma o agricultor.

Melancia com peso médio de 17 kg

Ele enfatiza que para garantir o aumento da produtividade foram instalados três poços artesianos e, com isso, conseguem em média 130 mil litros de água por dia. São dois reservatórios que armazenam 40 mil litros de água e o plano é instalar outro poço e cultivar a fruta duas vezes ao ano. A propriedade possui uma área de 38 hectares, sendo 25 hectares explorado e o restante é de mata nativa. Atualmente, Adair e Maria Aparecida, que por enquanto trabalham sozinhos, diversificam a produção e alternam com cultivo de melancia e tomate. A diversificação na propriedade é uma opção para ter rentabilidade.

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O desejo do casal é tornar o sítio ainda mais produtivo e trabalha diariamente para que isso. A agricultora destaca que a mão-de-obra ultimamente é um problema na zona rural, bastante escassa. Mesmo assim, cultivam melancia e tomate. Com o final da colheita, o tomate começa a ser plantado no início de fevereiro. Estamos contentes com a safra passada de tomate que produziu 8 kg em cada pé, considerada uma boa produção.

De acordo com a Maria Aparecida, a produção de tomate rendeu 56 toneladas na safra passada, numa área de 1,5 hectare. “Estamos utilizando uma variedade nova, que está se adaptando muito bem à nossa região. Produzimos tomates de tamanho padrão, saboroso e com aparência ideal para atender os mercados. Esse produto nos surpreendeu e pode ficar na banca por mais de 15 dias e permanece do mesmo jeito quando foi colhido”, esclarece.

Colheita de 56 toneladas de tomate 

Para garantir a expansão da área de melancia e manter o plantio de tomate, os agricultores financiaram recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na ordem de R$ 59.900 mil. O técnico agrícola da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Carlos Henrique Reis, responsável pelo projeto, fala que o recurso será aplicado na compra de insumos, tais como, adubos, fertilizantes, agroquímicos e material para substituição da irrigação. O sistema utilizado na irrigação é por gotejamento.

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Após a colheita, a área cultivada com melancia é preparada para produzir milho. Reis explica que no Sítio Oliveira é recomendada a rotação de culturas que é uma técnica que consiste em alternar em uma mesma área diferentes culturas vegetais. É considerada uma boa prática agronômica, pois contribui com a conservação do solo e com o controle de pragas e doenças da lavoura. Esta técnica visa tornar o sistema mais produtivo e ambientalmente mais sustentável, restabelecendo o equilíbrio biológico. “Quando esta técnica não é suficiente para combater as pragas e doenças recomenda-se o uso e aplicação de agrotóxicos”, detalha. 

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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