MATO GROSSO

Cerca de 37 mil mesários que atuaram em Mato Grosso já podem obter sua declaração de Trabalho

Publicado em

Em Mato Grosso, 31.791 mesários atuaram no 1º turno, já no 2º turno que ocorreu somente na capital Cuiabá, foram 5.072 mesários. A Declaração de Trabalhos Eleitorais (DTE) já pode ser solicitada pelos aplicativos e-Título e Mesário, bem como pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet. A presidente e a vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso agradeceram a participação de todos os mesários. Para conferir como obter a DTE, leia o passo a passo no final da matéria. 

“Essa eleição de 2024 mostrou a força dos mesários voluntários e por isso eu agradeço a todas as pessoas que saíram do conforto de seus lares  e contribuíram no processo eleitoral, ajudando no bom andamento das eleições. Esse é um papel de todo cidadão que preza pela democracia em seu país”, agradeceu a presidente Maria Aparecida Ribeiro. 

Dados da Justiça Eleitoral demonstram que a cada ano de eleição houve um crescimento na participação voluntária como mesário. No pleito presidencial de 2018, Mato Grosso contou com um pouco mais de 29 mil mesários, tanto no 1º como no 2º turno. Desse número, somente 12% eram voluntários. Cenário que se transforma a partir das eleições municipais de 2020, que no 1° turno contou com 21% de mesários voluntários e no 2º com 30%. Ou seja, um aumento de quase 20% de participação de um ano eleitoral para o outro. 

Apesar da crescente não permanecer constante no ano de 2022, o pleito presidencial contou com mais de 30 mil mesários no 1º e no 2º turno. Destes, 26% eram mesários voluntários. Já neste ano de 2024, com as eleições municipais, o centro-oeste contou 31.791 mesários no 1º turno, dos quais 31% eram voluntários. Porção que aumentou novamente no 2º turno. Foram 5.072 mesários, dos quais 43% eram voluntários. O número quantitativo reduz porque nem todas as cidades do estado precisaram de um 2º turno. 

Leia Também:  Corpo de Bombeiros combate incêndio em carreta em Canarana

Mesários: mais de metade são mulheres

Nos quatro últimos anos eleitorais, 2018, 2020, 2022 e 2024, as mulheres foram mais da metade do número de mesários voluntários. Nesses pleitos presidenciais e municipais, elas compuseram mais de 70% das mesas eleitorais, sendo 2024, o ano de maior participação, com 74% de presença feminina no 1º turno. Exceto pelo 2º turno de 2020, em que elas compuseram 65% dos mesários, mas ainda assim representam um grande número. Ou seja, a participação voluntária das mulheres é indispensável para a manutenção da democracia no país, como explicou a vice-presidente do TRE. 

“Essa é uma vitória da democracia! A gente precisa lembrar que as mulheres conquistaram o direito ao voto só em 1932, ou seja, não tem nem 100 anos que votamos e hoje a gente observa que as mulheres são mais da metade dos mesários voluntários, isso demonstra que a liberdade bateu à nossa porta. Eu agradeço a todas as pessoas que se voluntariaram, principalmente as mulheres,  e ajudaram a fortalecer a Justiça Eleitoral do nosso país”, destacou a vice-presidente e desembargadora Serly Marcondes Alves. 

Leia Também:  Vigia Mais MT auxilia na prisão de dois foragidos da Justiça

Passo a Passo 

Para obter a Declaração de Trabalhos Eleitorais (DTE), a Justiça Eleitoral disponibilizou três formas: para emiti-la pelo aplicativo Mesário, a pessoa deve fazer o login com o número do CPF ou do título eleitoral e acessar a aba “Progresso”, no menu inferior. A opção “Emitir DTE” estará disponível ao final da página.  

A segunda forma é pelo aplicativo e-Título. Após fazer o login, a eleitora ou o eleitor deverá acessar a aba “Mais opções” e, em seguida, selecionar a opção “Declaração de Trabalho Eleitoral”. Depois, basta escolher a eleição desejada e clicar em “Emitir DTE”.  

Já no site do TSE, a solicitação da Declaração de Trabalhos Eleitorais pode ser feita diretamente na aba de serviços, localizada no menu lateral direito da página inicial do site. O mesário deve selecionar o item “Declaração de Trabalhos Eleitorais” e prosseguir com o preenchimento dos dados solicitados.  

O documento comprova a realização de trabalho no dia da eleição e a conclusão de treinamento. A certidão informa: 

  • os dados da eleitora ou do eleitor;  
  • a função, o pleito e o turno para o qual foi nomeada ou nomeado;  
  • os dias em que efetivamente compareceu;  
  • as atividades preparatórias e a conclusão de treinamento; e 
  • o total de dias de folga a que tem direito.  

Caso não consiga emitir a declaração, entre em contato com o seu cartório eleitoral.  

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino) 

#DescriçãodaImagem: A fotografia mostra um homem de pele negra, calça jeans e camisa preta segurando uma caixa de papelão da urna eletrônica.

Fonte: TRE – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Com recursos da Secel, Festival Velha Joana leva cultura e lazer para região de Primavera do Leste

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Estudantes da Rede Estadual participam da 33ª Jornada de Foguetes no Rio de Janeiro

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA