MATO GROSSO

CGE conquista certificação internacional inédita em auditoria governamental

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A Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) recebeu, nesta quinta-feira (18.6), o selo Nível 3 do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM), uma das mais importantes certificações internacionais voltadas à atividade de auditoria governamental. A entrega ocorreu durante a 58ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), realizada em Porto Alegre (RS), e foi recebida pelo secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, e equipe.

Com a conquista, Mato Grosso passa a integrar um grupo altamente restrito de órgãos de controle no país. Além da CGE, apenas as controladorias dos estados de Minas Gerais e Ceará possuem atualmente a certificação no mesmo nível, consolidando o protagonismo mato-grossense na área de controle interno e governança pública.

Reconhecido internacionalmente e recomendado pelo Conaci e pelo Banco Mundial, o IA-CM mede o grau de maturidade das auditorias internas do setor público. O Nível 3 atesta que a instituição possui processos estruturados, padronizados e sustentáveis, atuando de forma estratégica no fortalecimento da governança, da gestão de riscos e da tomada de decisões.

A certificação é resultado de um rigoroso processo de validação conduzido por especialistas indicados pelo Conaci, que analisaram metodologias, evidências documentais, fluxos de trabalho e práticas institucionais adotadas pela CGE. A avaliação confirmou que a auditoria interna do Estado atende aos requisitos exigidos pelas melhores práticas internacionais.

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Para o secretário Controlador-geral, Paulo Farias, o reconhecimento representa a consolidação de um trabalho construído ao longo dos últimos anos.

“Esta certificação demonstra a maturidade institucional da auditoria interna de Mato Grosso e o compromisso permanente das nossas equipes com a excelência. O IA-CM Nível 3 confirma que a CGE atua de forma estratégica, contribuindo para o fortalecimento da governança, da integridade e da gestão de riscos, sempre com foco na melhoria dos serviços prestados à sociedade”, destacou.

O presidente do Conaci, Leonardo Ferraz, ressaltou que a conquista de Mato Grosso representa um marco para o sistema de controle interno brasileiro.

“Ver mais controladorias alcançando o Nível 3 do IA-CM é motivo de grande orgulho para o Conaci. Quando adotamos esse modelo como referência nacional, em 2019, muitos consideravam esse patamar um objetivo distante, devido ao alto grau de exigência da metodologia. Hoje, Mato Grosso demonstra que é possível alcançar esse nível de excelência e passa a servir de referência para outras instituições do país. O reconhecimento internacional que o Brasil vem recebendo pela implementação do IA-CM reforça a importância desse trabalho e evidencia o protagonismo das controladorias brasileiras nesse processo”, disse.

A CGE participa da implementação da metodologia desde 2015 e, ao longo dos anos, promoveu sucessivos ciclos de autoavaliação, aprimoramento de processos e fortalecimento institucional. O resultado é o reconhecimento de uma trajetória marcada pelo investimento contínuo em governança, integridade e modernização da atividade de auditoria interna.

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Com a certificação, Mato Grosso reforça sua posição entre os estados que adotam padrões internacionais de excelência na administração pública, ampliando a capacidade de prevenção de riscos, aperfeiçoando os mecanismos de controle e contribuindo para uma gestão cada vez mais transparente, íntegra e eficiente.

Durante a programação da 58ª Reunião Técnica do Conaci, o Controlador-geral de Mato Grosso e segundo vice-presidente do Conaci, Paulo Farias, também realizou o lançamento da Estratégia de Escuta Institucional do MUCCI (Modelo Único de Capacidade de Controle Interno).

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a participação dos órgãos de controle interno na evolução do modelo, promovendo a coleta de experiências, sugestões e boas práticas para o aperfeiçoamento contínuo da ferramenta. A estratégia busca ampliar o diálogo entre União, estados e municípios, consolidando uma linguagem comum para a avaliação da maturidade dos sistemas de controle interno e reforçando o papel estratégico dessas instituições na prevenção de irregularidades, no fortalecimento da governança e na melhoria dos serviços públicos prestados à sociedade.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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